Mulher em coma no Espírito Santo pode ser criança desaparecida em 1976

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Clarinha foi atropelada no ano 2000 e chegou ao hospital sem documento de identificação (Foto: Reprodução/TV Globo)
Clarinha foi atropelada no ano 2000 e chegou ao hospital sem documento de identificação (Foto: Reprodução/TV Globo)
  • MP do Espírito Santo investiga se mulher em coma é criança desaparecida em 1976

  • Clarinha, como é conhecida, está internada desde 2000 em um hospital capixaba após ser atropelada

  • A mulher deu entrada no hospital sem documentos pessoais

O Ministério Público do Espírito Santa investiga uma nova hipótese sobre o caso da mulher conhecida como Clarinha, mulher sem registro oficial que está em estado vegetativo. Ela foi atropelada em junho de 2000 e está no Hospital da Polícia Militar, em Vitória, Espírito Santo.

Agora, o MPES investiga se a identidade dela pode ter relação com a de uma criança mineira, que foi sequestrada em Guarapari, em 1976.

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Em nota, o MP capixaba afirmou que, em 2020, uma equipe de papiloscopistas soube do caso e pediu autorização para atuar na investigação. Os peritos fizeram um processo de comparação facial, além de buscas em bancos de dados de pessoas desaparecidas, para achar alguém parecido com a mulher.

“A partir dessas buscas, chegou-se ao caso de uma criança de 1 ano e 9 meses desaparecida em Guarapari, em 1976. Na época dos fatos, a família dela, que é de Minas Gerais, passava férias no Espírito Santo. Para a confirmação das semelhanças físicas entre a menina desaparecida e 'Clarinha', foi solicitada a realização de exame de reconhecimento facial por uma empresa especializada neste trabalho localizada no Paraná”, explicou o Ministério Público do Espírito Santo.

O exame concluiu que há “compatibilidade” entre as imagens de Clarinha e da menina desaparecia em 1976. Agora, o MPES pediu a um laboratório o perfil genético da mulher, que está em estado vegetativo.

“Após essa coleta mais recente, iniciada com o processo de comparação facial, o MPES enviou o material genético para a Polícia Civil de Minas Gerais, que mantém arquivado o perfil genético dos pais da criança desaparecida em Guarapari. O Ministério Público capixaba solicitou a comparação entre os perfis genéticos e, neste momento, aguarda o resultado dos procedimentos adotados pela Polícia Civil mineira", explicou o MP.

Acidente em 2000

Clarinha foi atropelada em junho 2000 na cidade de Vitória, capital capixaba. Ela foi socorrida e levada ao Hospital São Lucas, mas chegou ao hospital desacordada e sem documentos. No ano seguinte, foi transferida para o Hospital Militar, onde continua até hoje, na enfermaria.

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