Mulher encontra filha desaparecida há 36 anos após conversa com vizinho em SP

Karla (à esquerda) e Marcela, à filha desaparecida (à direita) - Foto: Reprodução
Karla (à esquerda) e Marcela, à filha desaparecida (à direita) - Foto: Reprodução
  • Filha estava desaparecida há mais de três décadas após ser levada pelo pai

  • Mãe soube do paradeiro da mulher após uma conversa com um vizinho

  • Pai deu a criança para uma família adotiva logo após fugir com ela

Uma mulher descobriu o paradeiro da própria filha, desaparecida há 36 anos, após uma conversa com o vizinho em Santos, litoral de São Paulo. O caso foi divulgado pelo g1 nesta quinta-feira (11).

A mãe, que não teve a identidade revelada, explicava o caso a um vizinho no Morro da Nova Cintra e contou que a filha mais nova, Marcela, havia sido tirada dela pelo pai.

Ao contar o nome do ex-marido, conhecido como Bida, foi surpreendida com uma informação do vizinho. "Ele (vizinho) disse que conhecia esse homem e a filha dele desde pequena e que os dois viviam na Zona Noroeste. Foi assim que a minha mãe soube de tudo”, relatou a irmã mais velha de Marcela, Karla Silva Nicodemos.

A mulher relatou que tinha apenas 5 anos quando o pai fugiu de casa com a irmã, na época um bebê de meses, após uma discussão com a esposa. "Minha mãe e ele brigavam muito."

Foi justamente Karla a responsável por realizar uma publicação no Facebook, à procura da irmã, após a informação recebida pela mãe. Dois dias depois, Marcela entrou em contato. "Eu nem acreditei, conversamos por horas", disse.

Criança foi entregue a família

Após o primeiro contato, Karla entendeu o motivo de não ter encontrado Marcela nas redes sociais. A garota foi entregue a uma família adotiva pelo pai e passou a adotar outro sobrenome. “Há muito tempo eu estava a procurando pelo sobrenome Nicodemos, mas nunca consegui nada.”

Agora, as irmãs separadas há mais de três décadas planejam um encontro pessoal, o que ainda não ocorreu. “Nunca esqueci dela. Por mais que os anos passem, ninguém consegue arrancar o amor. Está no nosso sangue”, afirmou Karla.