Mulher estuprada não consegue fazer corpo de delito por falta de peritos

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34º Distrito Policial do Rio de Janeiro, em Bangu - Reprodução/Google Street View
34º Distrito Policial do Rio de Janeiro, em Bangu - Reprodução/Google Street View
  • Uma mulher foi assaltada e estuprada no último sábado em Bagu, zona oeste do Rio de Janeiro

  • A vítima de 36 anos não conseguiu fazer o exame de corpo de delito por falta de peritos no IML

  • Ela ouviu dos profissionais do instituto para retornar na segunda-feira

Uma mulher de 36 anos foi assaltada e estuprada na manhã do último sábado (20), em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, mas não conseguiu fazer o exame de corpo de delito.

A vítima, que estava a caminho do trabalho, procurou a polícia para registrar o crime, mas hora de ir ao Instituto Médico Legal (IML), em Campo Grande, disseram para ela voltar na segunda-feira porque não havia perito.

Abalada com a violência que sofreu, a vítima, que é contadora, retornou à 34ª DP (Bangu) e foi informada que no final de semana era comum não ter o exame.

"O certo era me examinarem logo após a violência. Estou sentindo uma dor na alma e ainda passar por esse transtorno é muito difícil", disse a vítima ao jornal Extra.

"Eu sou profissional da saúde. Imagina um paciente chegar no hospital e não ser atendido. Isso é um absurdo", afirmou o noivo, que acompanhou a mulher no IML.

A vítima contou ao jornal Extra que estava indo trabalhar, às 6h, e que quando caminhava pela Avenida Almirante Aymara Xavier de Souza, na altura do número 740, foi abordada pelo criminoso, que estava armado.

"Achei que seria apenas um assalto, mas depois de me roubar ele mandou eu entrar em um terreno baldio e me estuprou. Quando ele foi embora, corri e fui socorrida por dois policiais em uma viatura, que me levaram em casa", descreveu.

Em nota ao jornal Extra, a Polícia Civil disse que vítima foi atendida na tarde deste sábado, no IML de Campo Grande, sem prejuízo ao exame e à investigação.

"A Polícia Civil informa que preza pelo serviço de excelência à população e que abrirá um procedimento interno para apurar a denúncia", diz a nota.

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