Mulher de etnia marginalizada é eleita presidente da Índia

Uma mulher pertencente a uma comunidade marginalizada foi eleita presidente da Índia nesta quinta-feira, com o apoio do partido do primeiro-ministro Narendra Modi, após uma votação no Parlamento. Draupadi Murmu, da etnia santal, obteve o apoio de mais da metade dos deputados, segundo os resultados parciais publicados pela Comissão Eleitoral.

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Aos 64 anos, Murmu se torna a primeira presidente originária de uma tribo e a segunda mulher presidente da Índia, depois de Pratibha Patil, que ocupou o cargo durante cinco anos a partir de 2007. Os santal totalizam cerca de 7,4 milhões de pessoas, das quais a maioria viva na Índia e uma parte menor nos vizinhos Bangladesh e Nepal.

Modi tuitou para parabenizar Murmu, dizendo que seu "sucesso exemplar motiva cada indiano". "Ela surgiu como um raio de esperança para nossos cidadãos, especialmente os pobres, marginalizados e oprimidos", comentou.

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Seu rival mais próximo, o opositor Yashwant Sinha — ex-membro do governisra Partido Bharatiya Janata (BJP, sigla original de Partido do Povo Indiano) e ex-ministro das Finanças e Relações Exteriores — também tuitou seus parabéns. "A Índia espera que, como 15ª Presidente da República, guarde a Constituição sem medo ou favor", escreveu Sinha.

Nascida no distrito de Mayurbhanj, no estado de Orissa, a presidente eleita começou sua carreira como professora antes de ingressar na política. Ela ocupou cargos ministeriais no governo estadual e foi governadora do estado vizinho de Jharkhand.

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— Como uma mulher tribal do remoto distrito de Mayurbhanj, não pensei em me tornar candidata a presidente — disse ela a repórteres logo após sua nomeação este mês.

Murmu era favorita devido à força do BJP no poder e seus aliados tanto no Parlamento quanto nas assembleias estaduais. cargo, no entanto, é em grande parte cerimonial e sua eleição não deve fazer uma diferença prática para a comunidade santal, há muito vivendo à margem da sociedade.

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