Mulher feita refém em biblioteca no Centro do Rio é libertada após intervenção do Bope

Uma mulher foi libertada ilesa após ser feita refém por um homem armado com faca dentro da Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, na tarde desta segunda-feira. Segundo o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que participou da negociação com o sequestrador, a libertação aconteceu depois de uma intervenção do grupamento com uso de arma não letal. Policiais do 5° BPM, além da Polícia Civil e do Segurança Presente, também estiveram no local, que ficou isolado durante o fim da tarde.

De acordo com a Secretaria de Cultura do estado do Rio, responsável pela biblioteca, a refém, uma mulher de aproximadamente 60 anos, é uma usuária do equipamento cultural. Ela foi socorrida de maca e levada ao Hospital Souza Aguiar. Segundo a Polícia Civil, a mulher não teve ferimentos.

A área está isolada. As negociações foram iniciadas pelo Segurança Presente, por volta das 17h. Ao chegar, minutos depois, o Bope deu prosseguimento. A ocorrência se encerrou por volta das 18h30.

Segundo informações iniciais, o sequestrador teria entre 25 e 30 anos e disse ter problemas. Cães da polícia e sniper participaram da operação.

Ao fim da ocorrência, o comandante do Bope, o tenente-coronel Uirá Ferreira, deu detalhes da dinâmica:

— Uma pessoa pegou outra como refém com uma faca e ficou no interior da biblioteca. Rapidamente homens do 5º BPM e do Segurança Presente fizeram o cerco e isolaram toda a área. Fizeram seu trabalho protocolar e acionaram o Bope, tendo em vista a ameaça. Então nossa unidade foi acionada e iniciamos o processo de negociação com o objetivo de que a pessoa se entregasse e não fizesse mal à pessoa que foi mantida refém. A ação foi perdurando, tivemos uma psicóloga traçando o perfil daquela pessoa. Foi necessária uma intervenção tática, com o uso de arma não letal, e conseguimos de imediato salvar a pessoa.

Ele disse ainda que os policiais se valeram do perfil do sequestrador, que demonstrava fala lenta.

— Nossos negociadores identificaram um pouco de desconforto, de falta de fala cognitiva (por parte do sequestrador). Isso foi um indicativo para que nós agíssemos de forma negociada taticamente — acrescentou.

A ocorrência se iniciou poucas horas antes de o estabelecimento fechar. De acordo com a Secretaria de Cultura, havia aproximadamente 200 funcionários no local quando o homem entrou. Todos foram retirados pelas entradas principais.

Segundo o Centro de Operações Rio, viaturas ocupam uma faixa da pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, na altura da Biblioteca Parque Estadual.

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