Mulher mantida em cárcere privado pelo marido relatou agressões em carta: “Machuca muito”

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Mulher foi mantida em cárcere privado pelo marido - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Mulher foi mantida em cárcere privado pelo marido - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
  • Polícia resgatou mulher de 32 anos de cárcere privado em Goiás

  • Ela era mantida no local e agredida pelo próprio marido, que foi preso

  • A vítima chegou a escrever uma carta em que relatava as agressões

Uma mulher de 32 anos foi resgatada pela Polícia Civil na última quarta-feira, após ser mantida em cárcere privado pelo próprio marido na região de Abadia de Goiás, a 20 km de Goiânia. A vítima chegou a relatar agressões cometidas pelo companheiro em uma carta.

De acordo com informações do site Metrópoles, a vítima era mantida trancada há cerca de um ano pelo marido, que foi preso em flagrante. Ele deverá responder pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e ameaça. Os envolvidos não tiveram as identidades reveladas pela polícia.

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Delegado responsável pelo caso, Arthur Fleury explicou que a mulher era agredida de diversas formas. O marido chegou a raspar o cabelo dela e a obrigou a usar drogas.

A polícia a encontrou na residência do casal, afastada e de difícil acesso. A vítima apresentava hematomas pelo corpo e perturbação mental. A mulher ficará momentaneamente sob cuidados da irmã, justamente a responsável pela denúncia que resultou na descoberta do crime.

Mulher chegou a escrever carta relatando agressões - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Mulher chegou a escrever carta relatando agressões - Foto: Reprodução/TV Anhanguera

“Quando nós chegamos, ela estava careca. Apuramos que foi o marido que raspou a cabeça dela. Ele também não permitia que ela usasse maquiagem. Quando ela passava batom, ele abria a boca dela até rasgar os seus lábios”, disse o delegado.

Polícia encontrou carta

Junto da mulher, a polícia encontrou uma carta feita por ela, na qual narra os abusos sofridos. Fleury não soube dizer se a vítima tentou enviar o bilhete a alguém ou o escreveu apenas como forma de desabafo.

“Eu preciso de sua ajuda. Você pode me ajudar? Não tenho mais para onde ir, escuto vozes e estou, no momento, impossibilitada. Fui chutada novamente (…) e isso machuca muito”, relatou.

“Ela sofreu tanto na mão dele que acha que o que ele fazia não era errado. Ela narra as agressões como se fossem normais. Ele também a colocou para usar drogas, o que pode ter piorado a situação mental dela”, explicou o delegado.

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