Morre líder do grupo jihadista Abu Sayyaf em confronto com soldados filipinos

Manila, 12 abr (EFE).- Abu Rami, um dos líderes do grupo jihadista Abu Sayyaf, morreu na ilha de Bohol, nas Filipinas, durante um confronto com soldados que ainda continua em curso, informaram nesta terça-feira as autoridades do país asiático.

Muammar Askali, nome real do suposto terrorista, é um dos seis membros da organização que morreram durante o tiroteio, disse Jonathan Cabal, chefe da Divisão Regional de Inteligência (RID) à emissora "CNN Filipinas".

Rami, um dos poucos líderes da Abu Sayyaf com inglês fluente, aparecia em numerosos vídeos publicados pelo grupo jihadista, que jurou lealdade ao Estado Islâmico, onde ameaçava decapitar os reféns que estão em cativeiros.

O jihadista morto, considerado os dos líderes do Abu Sayyaf, comandou um grupo de dez homens armados que chegaram à ilha de Bohol procedentes de Mindanao, reduto do grupo terrorista.

Os supostos terroristas navegavam por um rio na terça-feira, a bordo de três lanchas, quando foram avistados por moradores, que alertaram as autoridades.

As Forças Armadas iniciaram então uma operação para caçar os soldados, onde ocorreram intensos combates, que continuam após mais de 24 horas.

Pelo menos seis integrantes do Abu Sayyaf, assim como três soldados e um policial, morreram.

A Embaixada dos Estados Unidos em Manila, capital das Filipinas, recomendou nesta semana que seus cidadãos evitem viajar para Bohol, uma ilha conhecida por suas atrações turísticas e que até agora não tinha detectado a presença de organizações terroristas.

Fundado em 1991, na ilha de Basilán, o Abu Sayyaf sequestrou nos últimos anos dezenas de pessoas nas águas do sudoeste das Filipinas e no nordeste de Malásia para exigir resgates, com os quais se financia.

O grupo decapitou em fevereiro um refém alemão após não receber o dinheiro que pedia e mantém em seu poder mais 30 reféns, entre eles 20 de várias nacionalidades. EFE