Mulher morre após passar mal durante venda de "picanha mito" em apoio a Bolsonaro

Mulher morreu após passar mal em frigorífico - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Mulher morreu após passar mal em frigorífico - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
  • Mulher morreu após passar mal durante a venda da "picanha mito" em frigorífico goiano

  • Vítima foi espremida pela aglomeração, sentiu-se mal e morreu momentos mais tarde

  • Frigorífico causou aglomerações e brigas com a promoção em apoio a Jair Bolsonaro

Uma mulher morreu depois de passar mal na porta de um frigorífico em Goiânia enquanto lutava para comprar a "picanha mito", vendida no último domingo (2) pelo estabelecimento em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A promoção usava o rosto do candidato à reeleição e trazia alguns símbolos utilizados por Bolsonaro, uma vez que era válida apenas para quem estivesse usando a camisa da seleção brasileira e permitia que os clientes comprassem a picanha por R$ 22 o quilo, número do presidente nas urnas.

Quando o Frigorífico Goiás anunciou a promoção de mais de R$ 100 - o valor original da picanha era R$ 129,99 -, longas filas e aglomerações se formaram na porta do estabelecimento.

Clientes forçaram a entrada, entraram em confronto entre si e fizeram com que as portas de vidro do frigorífico se quebrassem. Os seguranças tentaram conter a multidão, mas acabaram empurrados.

Família confirma morte

A morte da mulher foi confirmada pela família em boletim de ocorrência registrado no domingo. O caso é tratado, inicialmente, como morte acidental.

De acordo com o g1, o marido da vítima, um bombeiro aposentado, explicou que ela tinha uma doença preexistente. Ele confirmou que ambos foram ao frigorífico no domingo e participaram da confusão.

Em meio ao caos, a mulher acabou espremida e decidiu voltar para o carro, para esperar o marido.

Quando o ex-bombeiro voltou, encontrou a esposa reclamando de muitas dores e percebeu que a perna dela estava bastante inchada.

O casal voltou para casa, mas, logo após sair para votar, o marido recebeu uma ligação da vítima afirmando que seguia com fortes dores. Ele retornou e a levou ao hospital.

Ao perceberem que o problema era vascular, os médicos responsáveis pelo caso transferiram a mulher para uma unidade especializada em angiologia, mas ela não resistiu e morreu após sofrer uma hemorragia.