Mulher morre em ataque de cães que agiam como lobos, na Inglaterra

Uma mulher de 28 anos morreu durante um ataque de oito cães de raças diferentes, na última quinta-feira, no distrito de Caterham, em Surrey, na Inglaterra. A vítima era passeadora profissional e estava conduzindo os animais.

O ataque ocorreu após os cães morderem uma outra passeadora profissional que estava no mesmo local. De acordo com as autoridades locais, isso incitou um "comportamento de alcateia (grupo de lobos)".

Dois treinadores de cavalos que estavam na região encontraram a mulher atacada ainda viva e chamaram os paramédicos. A passeadora, porém, não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta no local.

"Essa imagem vai me assombrar por muito tempo", disse um dos treinadores de cavalos ao The Sun.

De acordo com a polícia de Surrey, os oito cães foram capturados e foram encaminhados para canis enquanto a investigação continua. Os animais não são de raças proibidas na Inglaterra.

A primeira passeadora mordida não tem ligação com a que morreu. Segundo a polícia, a profissional está hospitalizada e passa bem.

"É um incidente trágico em que uma jovem infelizmente perdeu a vida. Nossos pensamentos permanecem com sua família e seus amigos. A família pediu que sua privacidade seja respeitada neste momento difícil", disse a detetiva Josephine Homer, em entrevista coletiva.

Ela afirmou que equipes especializadas já fizeram trabalhos forenses no local do ataque e que a área já foi reaberta para o público:

"Oficiais permanecerão na área para tranquilizar os residentes".

A área onde ocorreu o ataque é chamada de View Point. Os passeadores costumam acessar a região em vans. Richard Bream, que administra o canil Mardens Kennel, que fica nas proximidades, disse à PA News Agency, que nunca tinha ouvido falar de um ataque por cães por lá antes. Ele criticou a quantidade de animais levado por cada profissional:

"Sempre notei que alguns desses passeadores trazem cinco ou seis cães de uma só vez. Mas eles não deveriam fazer isso".

Em entrevista ao The Sun, Collin Tennant, da Associação de Comportamento Canino e Felino, que uma "decarga de adrenalina" entre os cães pode ter provocado o ataque.

"Quando a energia numa situação como essa podem ocorrer brigas entre matilhas e os cães podem morder qualquer pessoa, mesmo as que estejam tentando ajudar", afirmou.