Mulher morta no Capitólio foi baleada pela polícia

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Mulher morre baleada durante violentos distúrbios causados por partidários do presidente Donald Trump, que invadiram o Capitólio, em Washington

A mulher morta na quarta-feira (6) após participar da invasão à sede do Capitólio dos Estados Unidos, onde apoiadores do presidente Donald Trump causaram estragos por várias horas, foi baleada pela polícia do Congresso - disse à AFP o chefe da polícia da capital americana.

Ex-militar e fervorosa seguidora do presidente Donald Trump, ela foi identificada como Ashli Babbitt e vivia no sul da Califórnia, informou a imprensa americana, que cita sua família.

Ela fez parte de um grupo de manifestantes pró-Trump que invadiram o Capitólio, no momento em que os congressistas cumpriam o trâmite de certificação da vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial de novembro.

"Agentes da polícia do Capitólio enfrentaram-nos e, em um certo momento, um deles fez uso de sua arma de serviço" e atirou nela, disse o chefe desse corpo, Robert Contee, em uma entrevista coletiva.

Ela foi declarada morta após ser levada ao hospital. O responsável disse que foi aberta uma investigação para apurar este "trágico acontecimento".

Outras três pessoas, uma mulher e dois homens, morreram nos arredores do Capitólio, "por emergências médicas" distinta, relatou Contee, sem especificar se eram manifestantes.

A polícia fez 52 detenções, incluindo 26 dentro do Capitólio.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, anunciou uma prorrogação do estado de emergência por 15 dias até a posse de Biden, em 20 de janeiro, em meio a temores de novas ações violentas por partidários de Trump, que se recusam a reconhecer sua derrota.

Militar por 14 anos, Ashli Babbitt fez quatro missões com a Força Aérea dos Estados Unidos, segundo a rede de televisão KUSI, que afirma ter entrevistado seu marido.

Ashli, que não foi oficialmente identificada pela polícia, vivia na região de San Diego, no sul da Califórnia, com seu marido, que a descreveu como uma "grande seguidora do presidente Trump". Ele não viajou a Washington para atender ao chamado do magnata republicano.

"Realmente não sei por que decidiu" invadir o Capitólio, disse sua sogra, citada por uma jornalista da Fox 5.

Em sua conta no Twitter, Ashli Babbitt se apresentava como uma "veterana" (militar) e uma "libertária".

Recentemente, havia retuitado várias mensagens de pessoas que viajavam para Washington para responder à convocação de Trump.

Na terça-feira, Ashli Babbitt respondeu a alguém que se queixava do cancelamento de seu voo: "Nada vai nos impedir (...) Eles podem tentar, tentar e tentar, mas a tempestade está aqui e vai cair sobre [Washington] DC em menos de 24 horas (...) Das trevas à luz".

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