Conselho de Segurança da ONU analisará proposta palestina hoje

Nações Unidas, 30 dez (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta terça-feira para estudar um projeto de resolução que exige a retirada israelense dos territórios palestinos ocupados antes do final de 2017, confirmaram fontes das Nações Unidas.

A reunião será realizada em Nova York a partir das 17h locais (20h de Brasília), segundo confirmou o escritório de Assuntos Políticos da ONU e o embaixador do Reino Unido nas Nações Unidas, Mark Lyall Grant.

A proposta foi anunciada em 17 de dezembro e ontem, segunda-feira, recebeu várias emendas após uma reunião do grupo árabe na ONU.

As autoridades palestinas vêm insistindo há meses sobre a necessidade de que o Conselho de Segurança estabeleça uma data para que Israel se retire dos territórios palestinos. Além disso, elaboraram uma proposta que impulsiona um acordo de paz com os israelenses.

A iniciativa deve ser aprovada por pelo menos nove dos quinze membros do Conselho de Segurança, mas os Estados Unidos, que têm direito de veto, já anunciou que é contra a resolução, por isso é pouco provável que ela seja aprovada.

A reunião foi confirmada primeiro pelo escritório de Assuntos Políticos da ONU, que em mensagem por meio do Twitter disse que a reunião será realizada para discutir a situação no Oriente Médio, "incluindo a questão palestina".

O representante do Reino Unido também confirmou a realização da reunião e disse que ela foi pedida pela Jordânia, atualmente o único representante árabe no Conselho de Segurança.

Ontem, após uma reunião de várias horas, o grupo árabe anunciou sua intenção de levar a proposta palestina ao Conselho de Segurança, sem informar uma data e dizendo que analisaria "o melhor momento" para que fosse votada na ONU.

A minuta impulsionada pelos palestinos pede, entre outras coisas, uma "justa solução" sobre o status de Jerusalém como "a capital dos dois Estados".

Além disso, propõe que se abra um prazo de um ano, desde a aprovação da resolução, para que se alcance uma solução pacífica para o conflito entre israelenses e palestinos, e que esta seja "justa, duradoura e completa".

A resolução também defende que os dois Estados, o palestino e o israelense, voltem às fronteiras prévias ao conflito de 1967, mas com a possibilidade de que façam uma troca de territórios aceita por ambas as partes. EFE