Mulher presa em atos terroristas foi denunciada por ataque homofóbico em SP

Na ocasião, ela atacou um casal gay com ofensas homofóbicas

Após ataque homofóbico, mulher foi presa em atos terroristas - Foto: Arquivo Pessoal
Após ataque homofóbico, mulher foi presa em atos terroristas - Foto: Arquivo Pessoal

Uma das manifestantes golpistas presas após os atos terroristas do último dia 8 em Brasília, Luzilene Martins de Sá já havia sido denunciada na Justiça por um ataque homofóbico em 2020.

Na ocasião, a mulher fez ofensas a um casal gay dentro de uma clínica veterinária na cidade de Birigui, no interior de São Paulo.

De acordo com informações do portal g1, o nome de Luzilene está na lista de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presos após os episódios de violência nos prédios dos Três Poderes.

Expectativa de soltura

Em nota, o advogado da mulher confirmou a prisão e relatou que a expectativa é de que ela seja solta nos próximos dias. Isso porque, segundo ele, não foi comprovada sua participação em nenhum crime na data dos fatos.

"Ter opinião no Brasil não é crime e nossa constituição garante o direito à livre manifestação. Não necessariamente todos os indivíduos que estavam nos atos do dia 8 de janeiro defendiam pautas antidemocráticas ou cometeram ilícitos penais, que é o caso de Luzilene. Temos que distinguir aqueles que financiaram os atos em comento dos que depredaram patrimônio público, assim como daqueles que tão somente estavam no local para manifestar seu descontentamento no que concerne ao resultado das eleições", disse Maycon Zuliani Mazziero.

Ataque a casal gay

Em 25 de setembro de 2020, Luzilene foi filmada praticando ataque homofóbico a um casal de jovens em uma clínica veterinária no bairro Vila Mendonça.

Guilherme Simoso e Eric Cavaca estavam no local quando a mulher entrou, sem máscara de proteção contra a Covid-19, ouvindo músicas religiosas e dizendo que não acreditava na pandemia.

Luzilene passou a fazer críticas à comunidade LGBTQIAPN+. Alertada por um dos jovens de que estava cometendo um crime, ela destinou o ataque ao casal.

"É homem com mulher. Não é homem com homem e nem mulher com mulher. Isso não é de Deus, não é de Deus. Eu não acho que isso é crime", disse.

Inquérito foi concluído

Na ocasião, a Polícia Civil de Birigui investigou o caso e concluiu o inquérito entendendo que não deveria indiciar a mulher. O delegado responsável pelo caso, no entanto, recomendou que ela fizesse um exame de insanidade mental.