Mulher presa por nove anos após aborto acidental é libertada em El Salvador

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Uma mulher presa há nove anos após sofrer um aborto foi libertada na segunda-feira em El Salvador. Sara Rogel foi condenada a 30 anos de reclusão após ser acusada de interromper a gravidez e violar as restrições contra o aborto no país. Desde 2012, ela alega que perdeu o bebê aos oito meses de gestação após sofrer uma queda em casa enquanto lavava roupas.

A detenção ocorreu logo após Sara ter sido encontrada inconsciente e levada para o hospital na cidade de Cojutepeque. Na época, tinha apenas 22 anos. O caso foi tratado como suspeita de aborto e a polícia e a Procuradoria foram notificadas. Sara foi então acusada de homicídio agravado, com pena de três décadas de prisão.

Em janeiro deste ano a pena foi reduzida para dez anos e ela teve a liberdade condicional aprovada. Após deixar a penitenciária feminina de Zacatecoluca, foi recebida por parentes e por sua advogada, Karla Vaquerano.

— Ela foi privada de liberdade por quase nove anos, em uma sentença que acreditávamos ter sido injusta — ressaltou a advogada à AFP.

O caso foi acompanhado por ativistas dos direitos humanos, que criticam a legislação do país, que não prevê o aborto legalnem para casos de estupro ou situações em que a vida da mãe está em risco.

— Enquanto estava de luto pela perda dolorosa de sua gravidez, Sara Rogel deveria ter ficado com sua família. Em vez disso, ela foi injustamente presa por nove anos — disse a ativista feminista Morena Herrera à Reuters.

Rogel terá de cumprir uma série de obrigações durante o regime condicional, como acompanhamento psicológico. Ela também não tem permissão para deixar o país.

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