Mulher prova que selfies fitness não são apenas para um tipo de corpo

Michelle Elman compartilhou uma selfie após a sua primeira corrida depois de anos parada [Foto: Twitter]

Esqueça as repetições irritantes e as cansativas sessões na esteira; para muitos, uma das piores partes de ir à academia é lidar com os outros frequentadores do local.

Muitas vezes os corpos sarados que nos cercam parecem nos deixar desanimados em vez de nos motivar, e é este tipo de pensamento que o movimento pela autoconfiança em relação à imagem corporal quer combater.

Bem, se há uma instrutora que pratica o que prega, é Michelle Elman.

A coach e autora de ‘Am I Ugly?’ (‘Eu sou Feia?’, em tradução livre), compartilhou uma selfie fitness dela mesma, deixando uma mensagem sobre a ideia que temos de que os exercícios são apenas para pessoas com abdomens trincados.

Usando uma calça de ginástica azul-marinho e um top combinando, Michelle exibiu suas curvas com muito orgulho.

Ao publicar a foto no Twitter, ela a dedicou “à mulher que se sente excluída pelo mundo fitness,” dizendo que “o movimento não é focado apenas nos resultados”.

Michelle continuou: “Todos os tipos de corpo têm o direito de gostar de praticar atividades físicas. Você tem tanto direito de estar na academia quanto qualquer outro. Se alguém ficar encarando o seu corpo, encare de volta”.


Para a mulher que se sente excluída pelo mundo fitness,

O movimento não é focado apenas nos resultados.

Todos os tipos de corpo têm o direito de gostar de praticar atividades físicas.

Você tem tanto direito de estar na academia quanto qualquer outro.

Se alguém ficar encarando o seu corpo, encare de volta.

Ao repostar a foto no Instagram, Michelle explicou que aquela foi a sua primeira corrida, em anos.

“Eu amava correr,” escreveu ela. “Quando saí do hospital, nunca mais foi fácil correr, como era antes. Eu ainda adorava, mas tinha canelite. Consultei vários fisioterapeutas, até que um deles disse que eu tinha que ou perder peso ou parar de correr”.

“Embora eu amasse correr, emagrecer não era uma opção. Eu finalmente havia conseguido construir uma relação positiva com o meu corpo, livre das compulsões alimentares, e nada ia me fazer comprometer aquilo, nem mesmo a corrida. Então, eu desisti”.

Michelle explicou que, algum tempo depois, consultou outra fisioterapeuta que não concordou com o conselho dado anteriormente.

“Ela ficou chocada, disse que nunca tinha ouvido aquilo, e que não era verdade. Então, decidi tentar de novo – eu estava determinada a voltar a correr este ano”.

Depois de passar por alguns treinamentos de pré-habilitação, ela voltou a correr.

“Foi difícil ter paciência, especialmente porque eu não sou uma pessoa paciente, mas valeu muito a pena. Nada faz com que eu sinta mais o poder do meu corpo do que a corrida, e a única razão pela qual eu gosto dela é porque não tem nada a ver com aspectos como perda de peso, nutrição ou calorias”.

“Eu corro porque amo correr. Se você não ama, não corra. A vida é curta demais para fazer algo que você odeia”.

A moral da história? Se você adora fazer algo, não se importe com a opinião dos outros.

Ciara Sheppard