Mulher que fez aborto legal após estupro e foi exposta no trabalho será indenizada em R$ 50 mil

Uma mulher que fez aborto legal após ter sido estuprada, em São Paulo, vai receber indenização de R$ 50 mil em indenização por danos morais. A vítima entrou na Justiça depois que teve seu caso exposto indevidamente no ambiente de trabalho.

De acordo com o processo, a mulher descobriu a gestação indesejada, fruto de um estupro, após sentir fortes dores abdominais que a afastaram do trabalho cerca de um mês depois do crime.

A vítima então foi chamada para uma conversa com sua supervisora. Na ocasião, ela narrou os fatos e, em vão, pediu discrição.

Depois dessa reunião, a vítima passou a receber até parabéns e cumprimentos de colegas por sua gravidez. A mulher relatou, no processo, que precisou passar por tratamento psicológico e de saúde até ser submetida à interrupção da gravidez em hospital de referência.

Na decisão, a juíza-relatora Adriana Prado Lima, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, afirmou que o dano moral "não se refere ao horror vivenciado pela autora", mas sim ao drama pessoal exposto pela superior hierárquica "em atitude evidentemente desumana e antiética".

A magistrada também afirmou que a vítima conseguiu comprovar, no processo, a situação dramática vivida, "bem como o calvário percorrido até a realização do aborto legal".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos