Mulher que investiu quase R$ 200 mil em empresa de 'faraó' dos Bitcoins aciona Justiça para tentar recuperar dinheiro

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Uma servidora pública moradora do Rio de Janeiro entrou na Justiça na última sexta-feira para tentar recuperar R$ 195 mil investidos na empresa GAS Consultoria, do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, que foi preso na última quarta-feira, sob acusação de organizar um esquema de pirâmide financeira. A ação pede o ressarcimento total do valor investido pela cliente e mais R$ 25 mil em indenizações, totalizando R$ 220 mil.

Até a última atualização desta reportagem não havia decisão para a ação, que corre na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca. Além da GAS Consultoria, a ação também cita o Quantico Bank, apontado como braço financeiro do grupo, e a empresa MYDZerpa Tecnologia Eireli, que recebia os aportes de capital dos investidores. Esta empresa tem como sócia a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, mulher e sócia de Glaidson.

Seduzida pela promessa de lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, a cliente fez sete depósitos, sendo o primeiro deles em dezembro de 2020, no valor de R$ 10 mil. O último depósito, no valor de R$ 20 mil, foi realizado no último dia 30 de julho, menos de um mês antes da prisão de Glaidson.

De acordo com a ação, a servidora "foi surpreendida quando a 1ª Ré (GAS Consultoria) ganhou as manchetes dos jornais, através de operação da polícia federal onde foi apreendido mais de R$150 milhões, sob o argumento de que a Ré na verdade era uma pirâmide financeira".

Após ter conhecimento da prisão do empresário, a cliente pediu a devolução do dinheiro investido, mas ouviu de operadores da GAS que "a devolução do valor investido não seria possível, em função das disposições contratuais". Pelo acordo, o valor investido só poderia ser levantado pelo consumidor ao final do contrato.

No entanto, o contrato também previa como uma das possibilidades para rescisão contratual a "prática de atos, por parte da contratada, que importem em descrédito comercial perante terceiros”.

Na ação, o advogado da cliente argumenta que "o envolvimento da 1ª Ré em escândalo de pirâmide financeira, importa em absoluto descrédito comercial de ambas as partes, pelo que se impõe justo motivo para a rescisão do negócio".

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