Mulher que matou marido PM diz que agiu por instinto: “Salvei minha vida”

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Ademir foi morto pela própria esposa após ameaçá-la - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ademir foi morto pela própria esposa após ameaçá-la - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Policial militar aposentado foi assassinado pela própria esposa

  • A mulher explicou que agiu em legítima defesa, após ser ameaçada

  • Ela já havia registrado oito boletins de ocorrência contra o marido

O policial militar aposentado Ademir Marques Pestana, de 56 anos, foi morto a tiros na semana passada, em São Vicente, litoral de São Paulo. Sua esposa admitiu a autoria do assassinato e disse que agiu em legítima defesa para “salvar sua vida”.

A mulher, que não teve a identidade revelada, explicou que já havia registrado boletins de ocorrência contra Ademir e era constantemente ameaçada. Em 4 de maio, porém, o marido utilizou uma arma para coagi-la, ela o desarmou e atirou contra ele.

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“Discutimos, ele pegou a arma para me ameaçar e foi tudo muito rápido. Se eu te disser como consegui pegar a arma da mão dele, racionalmente, não consigo explicar. Ele já me ameaçou outras vezes, mas com martelo, faca. E dessa vez, com a arma, eu só pensei em me defender”, declarou em entrevista ao G1.

Por mais que tivesse sido ameaçada diversas vezes pelo homem, a mulher não escondeu a tristeza pelo ocorrido. “Foi o instinto de salvar a minha vida. Me doeu, porque ele era o pai das minhas filhas, vivi muitos anos com ele. Foram dias muito difíceis para mim."

Naquela manhã no início do mês, a filha da investigada saiu para comprar pão e deixou o casal discutindo. Quando voltou, encontrou Ademir já morto, enquanto a mulher repetia: “Não queria ter feito isso”.

Mulher explicou que era constantemente ameaçada pelo policial - Foto: Getty Images
Mulher explicou que era constantemente ameaçada pelo policial - Foto: Getty Images

Mulher chegou a fugir

A investigada chamou socorro e fugiu na sequência, mas, orientada pelo advogado, apresentou-se à polícia e confessou ter sido autora dos disparos na última segunda-feira. Ela foi liberada na quarta e responderá ao processo em liberdade.

"Eu sabia que se ele pegasse a arma, era eu quem morreria. Eu só pensava em segurar a arma para ninguém se machucar. O primeiro tiro nem vi que o atingiu, porque ele continuou vindo para cima de mim. É duro você optar por viver e se defender, e ainda poder pagar por isso. Quando fugi, tinha a intenção de me apresentar, mas, ao mesmo tempo, o medo de deixar minha filhas", lembrou.

A mulher explicou, também, por que não separou-se do marido apesar de ter registrado oito boletins de ocorrência contra ele nos últimos anos. "Minha primeira filha tem pais separados, eu sou filha de pais separados, e não queria que minhas filhas mais novas também tivessem esse destino. A gente estava há 13 anos juntos, e chega um ponto, infelizmente, que você se acostuma a sofrer, a viver em brigas. Isso está errado, mas eu sempre achava que ele iria mudar.”

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