Mulher que ofendeu e agrediu funcionários e clientes de padaria em SP é denunciada por injúria racial, lesão e homofobia

Redação Notícias
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Lidiane Brandão Biezok tem mais quatro registros policiais por lesão corporal, injúria e desacato
Lidiane Brandão Biezok tem mais quatro registros policiais por lesão corporal, injúria e desacato (Foto: Reprodução)

A mulher filmada ofendendo e agredindo funcionários e clientes de uma padaria no bairro da Pompéia, Zona Nobre de São Paulo, identificada como Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, foi denunciada pelo Ministério Público (MP-SP) à Justiça acusada por injúria racial, lesão e homofobia.

A denúncia foi feita pela promotora Martha de Camargo Duarte Dias e caberá à juíza Carla de Oliveira Pinto Ferrari, da 20ª Vara Criminal, no Fórum da Barra Funda, decidir se aceita ou rejeita a acusação. Se concordar com o MP, Lidiane se tornará ré no processo.

Lidiane Brandão chegou a ser presa em flagrante, mas teve a prisão domiciliar concedida pela Justiça por ter "problemas psiquiátricos", segundo informou a assessoria Tribunal de Justiça (TJ).

Quando foi presa pela Polícia Militar (PM), a mulher se identificou como "advogada internacional". Mas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que ela não tem registro para advogar.

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O advogado de Lidiane, Victor Martinelli Paladino, pede que ela seja liberada da prisão domiciliar e alega que sua cliente precisa de tratamento psiquiátrico.

No último dia 23 de novembro, quando falou com a reportagem, a mulher se identificou como advogada e pediu desculpas às vítimas pelo que fez. Também disse sofrer de bipolaridade e depressão.

"Eu gostaria muito, muito mesmo de dar um abraço neles e falar: 'Desculpa, cara. Desculpa, perdão'", declarou Lidiane, que se disse arrependida e não quis ofender e agredir ninguém.

Essa não é a primeira vez que Lidiane é acusada por xingar e bater em alguém. Em 2005, ela havia sido acusada de calúnia, injúria e difamação. Em 2007, respondeu por lesão corporal. Também há outros boletins de ocorrência contra ela por crimes parecidos.

Os dois processos, no entanto, foram suspensos na Justiça. De acordo com o G1, o motivo seria o fato de a ré ter depressão, o que a impediria também de exercer a advocacia.

Relembre o caso

Os vídeos do ataque foram feitos no dia 20 de novembro e mostram Lidiane ofendendo e agredindo as pessoas. A confusão começou depois que clientes passaram a filmar a mulher humilhando uma atendente da padaria.

Na filmagem, Lidiane aparece jogando guardanapos na direção de uma funcionária, a quem ofende enquanto reclama do lanche. Segundo o MP, se a vítima quiser pode fazer uma representação contra Lidiane por crime contra a honra.

Em seguida, a gravação mostra o artista Kelton Campos Fausto, de 24 anos, se aproximar de Lidiane e falar: "Ela não está aqui para te servir, amore. Ela não vai te servir".

As imagens também mostram o artista Ricardo Boni Gattai Siffert, de 24 anos, sendo xingado por Lidiane com ofensas homofóbicas. Agredido por ela, ele não reagiu.

Os vídeos foram analisados pelo 91º Distrito Policial (DP), Ceasa, que registrou o caso. A investigação é feita pelo 23º DP, em Perdizes.