Mulher do Texas é presa por crime de ódio contra pessoas de origem indiana após vídeo viral

Por Kanishka Singh

WASHINGTON (Reuters) - A polícia do Estado norte-americano do Texas prendeu uma mulher por crime racial contra quatro mulheres de origem indiana em um vídeo que viralizou na internet, no qual disse a elas para "voltarem para a Índia".

"Esse incidente configura crime de ódio de acordo com as leis do Texas", disse a polícia de Plano, no Texas, onde o incidente ocorreu, em comunicado no sábado.

"Esse incidente talvez também possa ser considerado crime de ódio com base na lei federal, e estamos trabalhando em estreita colaboração com o FBI e a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça (dos Estados Unidos) neste caso".

No vídeo, que foi compartilhado nas redes sociais e teve milhões de visualizações, a mulher é vista gritando comentários racistas em um estacionamento para um grupo de quatro mulheres de origem indiana.

"Voltem para a Índia, não queremos vocês aqui", disse ela no vídeo. "Eu odeio vocês, indianos fodidos", acrescentou a mulher, que se identificou como mexicana-americana no vídeo.

A prisão da mulher aconteceu na quinta-feira. O vídeo do incidente de quarta-feira viralizou nas redes sociais, principalmente na Índia e nos EUA.

A polícia disse que a mulher, Esmeralda Upton, foi presa por acusação de "lesão corporal" e de "ameaça terrorista". Ela foi detida sob uma fiança total de 10 mil dólares.

Uma das mulheres atacadas, Rani Banerjee, disse que ela e três amigas tinham acabado de jantar em um restaurante quando foram confrontadas no estacionamento.

"De repente, ouvimos essa mulher gritando conosco e começando a vir em nossa direção. Ficamos chocadas com os insultos raciais que ela usou e a atitude combativa", disse Banerjee a uma afiliada da ABC News. Banerjee começou a gravar o incidente com seu celular.

O vídeo também mostra Upton aparentemente batendo nas mulheres.

"O que foi muito assustador é que ela chegou muito perto e não apenas nos agrediu verbalmente, mas começou a nos agredir fisicamente. Ela começou a me bater", disse Banerjee.

Um representante de Upton não pôde ser encontrado imediatamente para comentar.