Mulheres denunciam cirurgiã plástica do DF por negligência e erro médico

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RIO - Ao menos três mulheres denunciaram à Polícia Civil do Distrito Federal a cirurgiã plástica Milena Carvalho por negligência no pós-operatório e erro médico. O caso também está sendo apurado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Uma das denunciantes, que preferiu não se identificar, disse ter conhecido o trabalho da cirurgiã pelas redes sociais. Ela teria realizado uma abdominoplastia e uma lipoaspiração com Milena Carvalho em julho. Ela pagou R$ 30 mil pelo procedimento realizado no dia primeiro daquele mês. Já nos primeiros dias do pós operatório ela teria começado a apresentar manchas roxas pela pele, mas foi avisada pela médica de que se tratava de uma reação normal.

A incisão da denunciante começou a abrir no dia 12 de julho. Procurada, a médica insistiu a paciente de que a reação era normal e de que ela não deveria ir a uma emergência. No entanto, no dia 22, a situação da incisão piorou e Milena Carvalho indicou outra médica depois de alegar não estar em Brasília naquele momento. Essa médica, então, mandou a denunciante buscar um hospital urgentemente, por apresentar baixas taxas de hemoglobina.

No hospital, ela descobriu estar com necrose na parte inferior do abdômen e com princípio de uma infecção generalizada. Ela teve de passar ainda por duas cirurgias. Milena Carvalho teria dito que a culpa era da própria paciente.

— Não recebi um pedido de desculpas, não fui acolhida, ela (a médica) não admite que errou. Então, apesar dela dizer que não foi nada e, sim, uma fatalidade, eu acredito que houve um erro grave e vou procurar justiça. Graças a Deus estou viva e a vida tenho muita força — disse a denunciante.

Há ainda um grupo de Whatsapp com outras 10 mulheres que também desejam denunciar e processar a médica:

— Tomamos providências administrativas no Conselho Regional de Medicina (CRM) para apuração no conselho de Ética. Também fizemos boletim de ocorrência para responsabilização criminal por lesão corporal - disse o advogado Jadson Carvalho Lino, que representa as denunciantes.

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