PF libera mulheres com filhos pequenos e idosos detidos em acampamento no DF

A PF ainda não respondeu quantas pessoas foram liberadas nem quantas permanecem detidas.

Após desmantelamento de acampamento golpista no DF, mais de 1.200 bolsonaristas foram detidos - Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Após desmantelamento de acampamento golpista no DF, mais de 1.200 bolsonaristas foram detidos - Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

Na noite desta segunda-feira (9), a Polícia Federal (PF) liberou dois ônibus com mulheres com filhos pequenos e idosos que haviam sido detidos logo pela manhã no acampamento de bolsonaristas em frente ao quartel-general do Exército em Brasília.

O desmonte do acampamento foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na madrugada de segunda-feira.

A decisão foi tomada depois que terroristas atacaram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF, no domingo (8).

Após determinação, a Polícia Militar e o Exército fizeram uma operação para desmontar o acampamento, na ocasião, cerca de 1.200 pessoas foram detidas no local e levadas em ônibus para a Academia da Polícia Federal, em Brasília.

De acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino, no local eles seriam identificados e ouvidos pelas autoridades. Dependendo da avaliação da Justiça, as pessoas poderiam ser liberadas ou ser encaminhadas para detenção.

No entanto, na noite de segunda, a corporação liberou ônibus com mulheres com filhos pequenos, idosos com comorbidades, e menores de idade que haviam sido detidos no acampamento.

A PF ainda não respondeu quantas pessoas foram liberadas nem quantas permanecem detidas.

Segundo a PF, no local onde os detidos estão, eles têm acesso a água, comida, celulares e ficam com os próprios pertences. Idosos também tiveram preferência para passar pela triagem.

A PF confirmou que houve casos de mal-estar, mas que todos foram prontamente atendidos, sem maior gravidade. Tendas de saúde também foram montadas no local pelo Corpo de Bombeiros.

Apesar do atendimento, a suposta morte de uma idosa detida no acampamento e levada para a Academia da Polícia Federal, começou a circular nas redes sociais, ao decorrer do dia.

No entanto, a Polícia Federal divulgou uma nota negando a informação. O interventor Paulo Cappelli, que assumiu a segurança pública no Distrito Federal após decreto do presidente Lula (PT), também negou os boatos.