Mulheres induzidas a gravarem filmes pornôs recuperam direitos sobre gravações

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LOS ANGELES - Centenas de mulheres que foram induzidas a gravarem filmes pornôs ganharam os direitos sobre as gravações e receberam milhões de dólares em indenização. O produtor do site americano GirlsDoPorn, que vinculava o conteúdo explícito, Ruben Andre Garcia, foi condenado a 20 anos em uma prisão federal americana por coagir mulheres a participarem desses vídeos.

As mulheres se inscreviam em anúncios que prometiam vagas de trabalho como modelo para as jovens. Depois de inscritas, elas eram avisadas de que, na verdade, iriam participar de vídeos pornográficos. Os produtores, no entanto, afirmavam que o conteúdo não seria colocado na internet, mas sim enviado em DVDs para colecionadores estrangeiros.

Mas não era isso que acontecia. As gravações eram publicadas em sites como o PornHub, um dos maiores do mundo.

Na decisão da juíza Janis Sammartino, do distrito do Sul da Califórnia, Garcia deverá pagar uma indenização de U$ 18 milhões as mais de 400 vítimas. As mulheres também tiveram restituídos os direitos sobre as gravações e, com isso, podem pedir para que eles sejam retirados do ar.

— Esta é uma decisão extremamente importante que devolve o poder às vítimas, dando-lhes o controle das imagens e vídeos que lhes causaram tanta dor e sofrimento — disse o procurador responsável pelo caso Randy Grossman.

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