Mulheres protestam contra a violência sexista no Peru

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Ativistas manifestam-se em frente ao Palácio da Justiça em Lima pelas milhares de mulheres vítimas de "esterilizações forçadas" no Peru entre 1996 e 2000 sob um programa do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) na véspera do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em Lima, 24 de novembro de 2021. (AFP/Cris BOURONCLE)

Dezenas de mulheres vestidas de branco participaram de uma marcha fúnebre simbólica na noite de quarta-feira em Lima, para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher nesta quinta-feira(25).

Elas protestaram contra a violência sexista que se agravou no Peru desde o início da pandemia, com mais de cem feminicídios e desaparecimentos.

Em frente ao Palácio da Justiça, um grupo de familiares de vítimas de esterilizações forçadas durante o governo do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) exigiu justiça e indenizações em um caso que tramita há mais de Duas décadas.

“Esterilizações forçadas e impunidade também são violência contra as mulheres”, disse à AFP María Ysabel Cedano, do coletivo Defesa dos Direitos da Mulher, chamando a violência de “uma pandemia”.

Entre janeiro e novembro foram registrados 132 feminicídios no Peru, superando a marca do mesmo período de 2020 (127), segundo a Defensoria Pública. Além disso, 258 tentativas de feminicídio foram registradas.

As autoridades também receberam 4.904 queixas de mulheres desaparecidas até o momento este ano.

Mulheres de 18 a 25 anos são as principais vítimas fatais.

Segundo a Cepal, pelo menos 4.091 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2020 na América Latina e no Caribe, 10,6% a menos que no ano anterior.

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