Multado casal que apontou armas para manifestantes antirracistas nos EUA

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Mark McCloskey e Patricia McCloskey apontam armas diante de manifestantes antirracistas em 28 de junho de 2020 em St. Louis

Um casal de civis que apontou armas para manifestantes antirracistas há um ano nos Estados Unidos se confessou culpado à justiça nesta quinta-feira (17).

Patricia McCloskey se declarou culpada de "assédio" e foi multada em 2.000 dólares, enquanto seu marido, Mark, admitiu ter cometido uma "pequena agressão" e foi condenado a pagar 750 dólares, disse à AFP Tom Gross, porta-voz do tribunal em San Francisco, no estado de Missouri (centro oeste).

Assim, o casal evitou ir a julgamento e enfrentar penas mais severas, que poderiam vir acompanhadas da proibição do porte de armas de fogo.

Em junho de 2020, quando os Estados Unidos foram palco de grandes manifestações contra a violência policial e o racismo, esta dupla de advogados brancos na casa dos 60 anos chamou a atenção da mídia depois de parecer apontar suas armas para manifestantes pacíficos para mantê-los longe de sua casa luxuosa.

Um vídeo da cena viralizou. Os dois estavam descalços, ele apontando um fuzil semiautomático e ela, uma pistola. O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retuitou sem fazer comentários.

O casal foi convidado de honra da Convenção Nacional do Partido Republicano no verão seguinte. Mark apresentou sua candidatura nas primárias para o cargo de senador federal pelo Missouri.

"Quando a multidão enfurecida veio destruir minha casa e matar minha família, eu a enfrentei", disse ele no vídeo anunciando sua campanha. "Eu nunca vou desistir!".

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