Mumuzinho responde críticas por técnicos do ‘The voice+’ ignorarem histórias de veteranos da música: ‘Não somos obrigados a saber’

Naiara Andrade
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A etapa Audições às Cegas do reality musical “The voice +” chega ao fim neste domingo (7), após quatro semanas. Entre os candidatos selecionados para o programa até então, muitos anônimos surpreenderam público e técnicos com o seu talento. Mas foi a presença de alguns veteranos, que já tiveram seus momentos de sucesso no passado, que causou alvoroço nas redes sociais. Caso de Dudu França, hit nos anos 70 com “Grilo na cuca” e que emplacou vários temas de novela na Globo; Leila Maria, considerada a Billie Holiday brasileira; Claudya, cantora que participou de festivais e protagonizou o musical “Evita”; Zé Alexandre, que defendeu “Bandolins” com Oswaldo Montenegro no Festival de Música da TV Tupi; Ronaldo Barcellos, compositor de “Cada um, cada um (A namoradeira)”, badalada na voz de Claudio Zoli; Cássio Tucunduva, figura conhecidíssima de Niterói desde os anos 70, quando integrou o grupo de rock Os Lobos; e até Claudio Damatta, atleta olímpico e autor de megassucessos de Sandy e Junior (“As quatro estações”) e Xuxa (“Pipoca”).

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O desconhecimento dos técnicos Ludmilla, Mumuzinho, Claudia Leitte e Daniel para com as histórias desses candidatos causou indignação em internautas, que sugeriram que um elenco mais maduro, dotado de maior bagagem musical, evitaria constrangimentos. Questionado pelo EXTRA sobre as críticas, Mumuzinho diz que encara as considerações com positividade.

— Nós não somos obrigados a saber a história de cada participante. Até porque eu nasci em 1983, tem pessoas ali que se projetaram na década de 70. A gente está ali justamente pra incentivá-los a voltar, a crescer, motivar a vida profissional deles. Queremos nos divertir, levar alegria, trocar informação. As coisas que eu não sei, os candidatos vão me ensinar. O que eu sei, posso ensinar pra eles. Acho até legal essas críticas, esse entendimento — observa, continuando: — Não é vergonha nenhuma eu não saber a história da Leila, por exemplo, que veio para o meu time. Que legal que o programa está me trazendo essa oportunidade de eu conhecer o trabalho dela. Que presente ter ela no meu time!

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Para o sambista, o que vale é a troca de informações entre diferentes gerações:

— Assim como eu não sei tudo, existem pessoas que não conhecem o meu som. Se um dia procurarem ouvir minhas músicas, amém, ficarei feliz. Eu encaro essas críticas como positivas. Se não fosse para acontecer assim, com essa troca de informações e experiências, a produção do programa não teria escolhido eu e Ludmilla pra sermos técnicos, por sermos os mais jovens ali.