Museu do Amanhã, MAR e MAM decidem fechar as portas por três semanas por causa do agravamento da pandemia

Ludmilla de Lima
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RIO - Diante do agravamento da crise sanitária decorrente da pandemia da Covid-19, três museus do Rio tomaram a decisão conjunta de fechar as portas ao público por três semanas a partir desta segunda-feira. São eles o Museu de Arte Moderna (MAM), o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR). Em um comunicado, os diretores das instituições afirmam que, apesar de todos os protocolos adotados para atender o público com segurança, neste momento é necessário "recuar". A nota é assinada por Ricardo Piquet, à frente do Museu do Amanhã, Raphael Callou, do MAR, e Fabio Szwarcwald, do MAM.

Depois de fecharem em março do ano passado, os museus receberam o aval para reabrir em setembro, quando passaram a funcionar com capacidade reduzida. "Assistimos à rápida escalada do número de casos da doença e ao iminente colapso do sistema de saúde, enquanto o programa de imunização segue a conta-gotas, pela escassez nacional de vacinas. O momento exige coragem e bom senso. Entendemos que medidas drásticas de fechamento não deveriam ser atitudes isoladas, mas sim coordenadas pela autoridade pública. Entretanto, não podemos nos omitir de tomar as decisões que nos parecem corretas e necessárias neste grave momento", afirmam os diretores num trecho da nota.

Leia o comunicado dos museus na íntegra:

"Em razão do agravamento da crise sanitária decorrente da pandemia do Covid-19, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio tomaram a decisão conjunta de fechar as portas por três semanas a partir desta segunda-feira, 22 de março.

Mais de um ano se passou desde que fechamos as portas de nossos museus pela primeira vez em função da pandemia. Em março de 2020 suspendemos o atendimento presencial ao público e implantamos o trabalho remoto em todas as atividades que poderiam ser feitas de casa ou pela internet. Desenvolvemos atividades online. Criamos nossos protocolos de segurança sanitária, observando todas as orientações das autoridades públicas, antes de reabrir as portas em setembro. Neste momento, entretanto, é necessário recuar.

Assistimos à rápida escalada do número de casos da doença e ao iminente colapso do sistema de saúde, enquanto o programa de imunização segue a conta-gotas, pela escassez nacional de vacinas. O momento exige coragem e bom senso.

Entendemos que medidas drásticas de fechamento não deveriam ser atitudes isoladas, mas sim coordenadas pela autoridade pública. Entretanto, não podemos nos omitir de tomar as decisões que nos parecem corretas e necessárias neste grave momento.

Com o objetivo de preservar a saúde dos nossos públicos e dos nossos colaboradores, suspendemos todas as atividades presenciais novamente agora, exceto as essenciais para preservar o rico patrimônio artístico, arquitetônico e cultural que nos cabe guardar. Vamos prosseguir em trabalho remoto, com a criatividade e o entusiasmo que a arte e a cultura inspiram a todos.

Ricardo Piquet - Museu do Amanhã

Raphael Callou - Museu de Arte do Rio

Fabio Szwarcwald - Museu de Arte Moderna"