Museu Nacional pré-incêndio ganha tour virtual no Google Arts & Culture

Amauri Terto
Réplica de Titanossauro e Luzia são apresentados em detalhes no passeio virtual no Museu Nacional.

Atingido por um incêndio de grandes proporções em setembro passado, o Museu Nacional reabriu virtualmente suas portas nesta quinta-feira (13). A instituição colocou no ar 8 exposições com imagens de 164 artefatos que foram atingidos pelo fogo.

A iniciativa é fruto de uma parceria do museu com Google Arts & Culture, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Educação.

Entre as relíquias históricas apresentadas nas mostras estão o Meteorito de Bendegó, o maior já encontrado no Brasil, que pesa mais de 5 mil kg; a réplica do Titanossauro, cujos ossos originais foram descobertos perto de São Paulo na década de 1950; e Luzia, fóssil humano mais antigo encontrado na América do Sul.

Além das exposições, o site g.co/museunacionalbrasil oferece um passeio virtual inédito por dentro dessa que era a mais antiga instituição científica do Brasil. As imagens em 360 graus foram captadas em 2017, por meio da ferramenta Museum View.

Nesse passeio, o usuário conhece as salas e as peças que ficavam em exposição no prédio bicentenário situado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. É possível fazer esse tour guiado com narração em português, inglês e espanhol.

Réplica de Titanossauro, um dos destaques do tour virtual do Museu Nacional - destruído em setembro passado.

O incêndio e a recuperação

O Museu Nacional foi destruído na noite de 2 de setembro em um incêndio de grandes proporções. Ele foi criado por D. João VI, em 1818, com sede inicial no Campo de Sant'Ana, no centro do Rio, para promover progresso cultural e econômico do País.

O prédio na Quinta da Boa Vista abrigava um acervo de cerca de 20 milhões de itens. A maior parte foi totalmente arruinada pelas chamas. A instituição, que já foi residência de um rei e 2 imperadores, é vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e completou 200 anos em 2018.

As exposições contam a história do museu e as atividades de pesquisa em ensino nas áreas de antropologia e ciências naturais.

Após o desastre, o museu...

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