Musical da Barca dos Corações Partidos que celebra legado de Jackson do Pandeiro estreia nos palcos

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Dono de uma extensa e diversificada obra que passeia por gêneros genuinamente brasileiros, Jackson do Pandeiro (1919-1982), o Rei do Ritmo, tem sua trajetória celebrada no musical “Jacksons do Pandeiro”, idealizado pela Barca dos Corações Partidos. Após uma temporada de sucesso on-line durante a pandemia, o universo colorido e dinâmico do cantor chega aos palcos em sua primeira temporada presencial nesta sexta-feira (14), Cidade das Artes.

—Jackson foi um homem pobre, preto, de origem indígena, que que se alfabetizou tarde e que conquistou o mundo, mesmo sem sair do Brasil. Era um artista simples, sensível e humano, mas sofisticado e complexo ao mesmo tempo. — aponta a diretora Duda Maia (de "Elza"). — Ele trouxe uma forma muito pessoal e sincopada de pensar, tocar e brincar, tanto nos instrumentos, quanto na voz. Sua obra valorizava nossa brasilidade.

Das mais de 400 músicas compostas pelo multi-instrumentista paraibano, entre sambas, baiões, cocos, forrós e frevos, 55 ganham versões inéditas, incluindo as pérolas "Sebastiana", "O canto da ema", "Chiclete com banana" e "Cantiga do sapo".

A sonoridade do espetáculo está ainda na pluralidade de sotaques em cena e nos cerca de 25 instrumentos tocados, que vão desde o violoncelo até a caixinha de fósforo, passando, claro, pelos oito pandeiros que chegam a dividir o palco simultaneamente.

Com direção musical de Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, a peça escrita por Braulio Tavares e Eduardo Rios propõe uma alternativa ao gênero biográfico tradicional. O fio condutor que narra a trajetória do Rei do Ritmo se entrelaça à história de vida dos próprios atores: Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Renato Luciano e Ricca Barros, além dos convidados Everton Coroné, Lucas dos Prazeres e Luiza Loroza.

O espetáculo marca ainda os dez anos do grupo Barca dos Corações Partidos, consagrado por montagens premiadas que unem música e teatro para celebrar a sonoridade brasileira, como "Auê", "Suassuna — O auto do Reino do Sol", "Macunaíma, uma rapsódia musical" e "Gonzagão – A lenda", que rodou o Brasil por cinco anos em dezenas de cidades e centenas de apresentações.

Serviço

Cidade das Artes: Av. das Américas 5300. Qua a sáb, às 20h30. Dom, às 18h. A partir de R$ 50. Até 30 de janeiro.

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