Musk promete "libertar" o Twitter

Elon Musk é o novo dono Twitter. O homem mais rico do mundo fechou o acordo para a compra da rede social por 44 mil milhões de euros.

Uma das primeiras medidas que tomou foi demitir o presidente executivo, o administrador financeiro, e a diretora do departamento jurídico e de políticas.

Musk assume-se como defensor fervoroso da liberdade de expressão e pretende reduzir as limitações ao conteúdo publicado. O empresário fez saber que formará um "conselho de moderação de conteúdo" no Twitter para avaliar a futura política de publicação e de restabelecimento de contas proibidas.

No entanto, a União Europeia já avisou que no seio do bloco "O pássaro (referindo-se ao logótipo do Twitter) voará segundo as nossas regras europeias", escreveu Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno, numa publicação no Twitter.

Nas ruas, os utilizadores da rede social estão preocupados. Uma norte-americana afirma: "Tem havido alguns problemas no Twitter e todos sabemos disso. Portanto, só espero que ele traga as mudanças e que faça tudo sobre a liberdade de expressão".

"Se ele não permitir o controlo das conversas para limitar o discurso do ódio e coisas do género, então penso que poderá ser pior para as pessoas e criar um ambiente político mais antagónico. É isso que me preocupa", desabafa outro norte-americano.

Caso sejam revertidas algumas das proibições de utilização da rede social, o antigo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, poderá voltar ao Twitter, depois de ter sido banido após o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.

Ao lado do presidente executivo da Tesla estará um príncipe saudita. Al Waleed bin Talal tornou-se no segundo maior acionista do novo Twitter, logo depois de Elon Musk.