'Não aceitava ficar sem beber': Givaldo Alves volta às ruas de Planaltina após fama e dinheiro por caso com esposa de personal

Givaldo Alves, de 48 anos, está de volta às ruas de Planaltina (DF). Com uma vida cercada pelo conforto de classe média, o ex-morador de rua, que ganhou fama e dinheiro com a repercussão de um flagrante dele tendo relações sexuais com a mulher de um personal trainer, desistiu da nova rotina e resolveu voltar, por conta própria, para a antiga realidade. Ele vinha recebendo apoio e moradia do investidor de criptomoedas Diego Aguiar, no Rio de Janeiro, em troca de publicidade e, nos últimos meses, vinha ostentando fotos com carros de luxo, em baladas VIP e com mulheres. O homem, que se tornou uma figura controversa nas redes sociais, estaria, de acordo com pessoas ligadas a ele, enfrentando uma crise de alcoolismo.

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"Estou morando nas ruas por minha opção", escreveu Givaldo numa rede social. "Estava ganhando muito dinheiro com os sinais do Diego, mas não estava feliz com o julgamento do povo em cima de mim".

A reportagem conversou com uma pessoa próxima a Givaldo, que confirmou que a escolha de voltar à vida antiga partiu dele, mas informou que a situação é diretamente ligada ao seu vício em bebidas alcoólicas. Ele chegou a ser internado para tratar as crises de alcoolismo, mas sem sucesso.

— Ele é viciado em álcool. Não aceitava ficar sem beber. Chegou a ser internado pela equipe, com anuência da família dele, para se reabilitar, mas não funcionou. Preferiu voltar às ruas para beber. Disse que o dinheiro não o fazia feliz e tudo que ele queria era ter a vida dele de volta — disse a pessoa, que prefere não se identificar.

Givaldo conta com 406 mil seguidores no Instagram, divididos entre quem o apoia e quem o critica.

Inquérito arquivado

O caso aconteceu em março deste ano. Câmeras de segurança de uma rua em Planaltina flagraram o momento em que o personal trainer Eduardo Alves tem um ataque de fúria ao encontrar a esposa, Sandra Mara Fernandes, no interior do próprio carro, nua e tendo relações sexuais com o então morador de rua Givaldo Alves. Ele espanca o homem. O caso inusitado envolvendo uma mulher casada de classe média e um homem em situação de rua acabou ecoando por todo o país.

E a história virou caso de polícia. Na noite em que tudo aconteceu, Sandra abordou Givaldo e o convidou para ter relações sexuais. Depois, à polícia, disse que teve uma espécie de surto psicótico, e que não sabia o que estava fazendo. Passou dias internada numa clínica de reabilitação. Ela e o marido acusaram o homem pelo crime de estupro de vulnerável, por supostamente ter se aproveitado de sua situação psicológica. O caso acabou arquivado.

— Já houve sentença determinando o arquivamento das investigações. Como bem apontamos durante o inquérito, não havia justa causa para uma persecução criminal, tese acolhida pelo próprio Ministério Publico, que solicitou o arquivamento, posteriormente determinado pelo magistrado — explicou o advogado de defesa de Givaldo, Mathaus Agacci; o personal trainer, por sua vez, foi indiciado por lesão corporal.