'Não acreditem nela. A vacina salva!', diz presidente da CPI ao criticar depoimento de médica que defende tratamento precoce

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BRASÍLIA — Durante depoimento à CPI da Covid, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou vídeo em que a médica Nise Yamaguchi defende o tratamento precoce e o compara à vacinação no combate à pandemia. Nas imagens, retiradas de audiência na Câmara, ela havia afirmado, sem apresentar dados e provas:

— Nós temos evidências científicas robustas falando que o tratamento precoce salva vidas, portanto, não é necessário vacinar aleatoriamente a população inteira.

Para a imunologista, existem as medicinas da prevenção, como a vacina, e do tratamento — o chamado kit Covid, com medicamentos de ineficácia comprovada contra a Covid-19.

— Vacina não é tratamento, vacina é prevenção. Tratamento é tratamento aos primeiros sintomas. Então, uma coisa é a vacina para prevenção e outra coisa é o tratamento inicial, que se chama precoce, aos primeiros sintomas — disse Nise, em contradição ao discurso apresentado.

O senador também apontou contradições nas declarações dela e disse que a voz mansa e calma ajudava a convencer o discurso. Ao rebater a fala em que a oncologista equiparava tratamento precoce e vacina, disse que ela será reconvocada à CPI em nova data, dessa vez não mais como convidada e sim como testemunha:

— Vacina sempre preveniu. É melhor prevenir do que remediar. Isso é histórico. (...) Tem que vacinar todos os brasileiros, pelo amor de Deus! Todos os brasileiros precisam de duas vacinas. Duas! Não acreditem nela. A vacina salva!

Senadores não alinhados ao governo, como Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Omar Aziz (PSD-AM), defenderam a aprovação de requerimento para que Nise fale na condição de convocada. Ela está prestando esclarecimentos como convidada. Eles avaliam que o depoimento não corresponde às próprias declarações dela dadas no passado e mostradas em vídeos exibidos a pedido de Renan.

— Ela cria uma versão para cada vídeo desses — disse Omar.

Os parlamentares não chegaram a um consenso sobre as declarações e as contradições na fala de Nise. Houve bate-boca no Senado.

— Primeiro ela disse que teve quatro reuniões, agora já são mais de dez. Agora, com o pedido para quebra de informações das linhas aéreas que vêm de São Paulo para cá, nós vamos saber quantas vezes realmente ela veio a Brasília e fazer o quê — continuou o presidente da CPI.

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