Não explorem a religião na política, pede papa em visita à Eslováquia

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Papa Francisco acena ao público em Presov, na Eslováquia

Por Philip Pullella

PRESOV, Eslováquia (Reuters) - O papa Francisco disse nesta terça-feira que a cruz não deveria ser usada como símbolo político e alertou os cristãos a não tentarem ser triunfalistas, uma crítica aparente ao uso da religião para fins partidários.

Francisco voou a Presov, cidade do leste da Eslováquia onde presidiu a Liturgia Divina, um longo rito bizantino usado pelas igrejas orientais e ortodoxas.

O papa teceu sua homilia com o tema da identidade cristã, dizendo que cruzes e crucifixos muitas vezes são usados pelos cristãos superficialmente.

Falando a cerca de 30 mil fiéis, ele disse que muitos cristãos têm cruzes e crucifixos no pescoço, nas paredes de suas casas, nos carros e nos bolsos, mas nenhuma relação verdadeira com Jesus.

"Que bem isto faz, a menos que paremos de olhar o Jesus crucificado e abramos nossos corações a ele?", questionou. "Não reduzamos a cruz a um objeto de devoção, muito menos a um símbolo político, a um sinal de prestígio religioso e social."

Em 1950, também em Presov, as autoridades comunistas obrigaram os católicos do rito oriental, que deve sua lealdade ao papa, a se integrarem à Igreja Ortodoxa. Vários clérigos do rito oriental que se recusaram foram presos.

Na Hungria, onde o papa fez uma breve parada no domingo, o primeiro-ministro Viktor Orbán apela ao sentimento religioso em sua política anti-imigrante e nacionalista dizendo que a herança cristã de seu país corre risco de desaparecer.

(Reportagem adicional de Robert Muller em Kosice e Gergely Szakac em Budapeste)

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