'Não fiz nada demais', diz suspeito de violência sexual contra influenciadora em Santa Catarina

Um homem foi preso por ameaçar de morte e ejacular na influenciadora e estudante de psicologia Nina Tobal, de 20 anos, na segunda-feira (9) em uma avenida em Joinville (SC). O homem, que não teve a identidade revelada, alegou na delegacia não ter feito "nada demais", porque não houve conjunção carnal.

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Nina foi atacada quando caminhava pela Avenida Hermann August Lepperia à tarde, no bairro Saguaçu. A estudante passava em frente à prefeitura quando percebeu que era seguida pelo homem e começou a andar mais rápido.

O jovem anunciou um assalto, disse que estava armado e mandou que a vítima não reagisse ou gritasse. Ele a segurou pelos braços, a empurrou de costas para ele em uma árvore, exibiu o pênis, se masturbou e ejaculou nas pernas de Nina.

A influenciadora disse que o crime durou cerca de um minuto e a todo momento era ameaçada de morte. Nenhum pertence de Nina foi levado. Assim que terminou de ejacular, o atacante a mandou seguir sem olhar para trás. Quando chegou na portaria de uma empresa na mesma rua, ela ligou para a polícia.

Nina contou aos seus seguidores nas redes sociais o ataque que sofreu. A influenciadora afirmou que o que mais a deixou mais assustada foi o agressor não ter se intimidado em praticar esse abuso durante o dia e em um lugar de grande movimentação.

— Eu fui empurrada e violentada numa rua movimentada e à luz do dia. Ele pegou no meu braço direito, próximo da minha cintura, tirou o pênis para fora e começou a se masturbar, se esfregando em mim. Nada justifica, mas muitas pessoas culpam as mulheres pelos crimes cometidos contra o próprio corpo. Dizem que estava de roupa curta, que tinha bebido ou que estava a noite sozinha na rua, e nada disso é justificativa. Quero que outras mulheres tenham coragem de denunciar quando forem vítimas de qualquer tipo de violência — contou Nina, que ainda está muito assustada com o ocorrido. — Estou tentando parecer forte porque preciso lutar por justiça, mas por dentro estou destruída. Ele realmente não levou nenhum objeto material meu, mas levou um pouco da minha alma. Continuo fazendo acompanhamento psicológico para conseguir lidar com o trauma.

A delegada regional, Tânia Harada, afirmou que uma força-tarefa da Polícia Civil da região, em conjunto com outras unidades policiais, analisou cerca de 100 câmeras de segurança de órgãos públicos e empresas privadas próximas ao local, para a identificação do suspeito. O homem foi preso na tarde de terça-feira quando chegava à casa de sua companheira. Ele confessou o crime, mas alegou que que não fez "nada demais" e um "impulso de fazer isso" o fez cometer o ato. A delegada acredita que há outras vítimas do jovem.

— Estou convicta. Ele justifica o crime dizendo que tem um "impulso de fazer isso". Por meio das redes sociais já chegou o relato de mais uma possível vítima, o que nos faz crer que tenham outras. Nós queremos que outras mulheres, que acreditem terem sido vítimas desse homem, não tenham vergonha e venham até a delegacia prestar queixa — disse a delegada.

O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. O homem, que não tinha passagem pela polícia, segue preso e aguarda o pedido de prisão preventiva. A Polícia também aguarda resultados do laudo pericial feito no sêmen encontrado na roupa da estudante.