‘Não há ditadura sanitária’: Erro ortográfico viraliza em protesto anti-restrições contra a Covid-19 em Portugal

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Manifestantes foram às ruas do Porto e de Lisboa no último domingo, em Portugal, em protesto contra as novas restrições sanitárias contra a Covid-19 no país. Entre placas pedindo “liberdade de escolha” e “não ao apartheid sanitário”, porém, uma camiseta chamou a atenção pelo uso equivocado do verbo no lugar da preposição com crase. A peça de roupa era vestida por um grupo, que andava junto.

Nela, estava escrito: “Não há ditadura sanitária”. Com o erro, o sentido mudou completamente: em vez do grupo dizer que não queria a suposta “ditadura sanitária”, acabou por afirmar que ela não existia.

Destacada em preto na camisa predominantemente branca, a frase viralizou nas redes sociais e gerou questionamentos: seria um grupo de manifestantes pró-restrições infiltrado? Segundo o portal português Polígrafo, foi um erro de gramática, mesmo. A intenção era fazer coro ao movimento e dizer “não à ditadura sanitária”. O problema foi a troca da preposição com crase “à” pelo verbo “há”.

Com o deslize, a frase viralizou nas redes sociais nos últimos dias. Em um dos tweets que compartilhou a foto, é possível ler a frase entre duas ilustrações contra o uso de máscaras e contra a vacinação. O autor do post escreveu “Quando te foge a escolaridade obrigatória para a verdade”.

Entre os comentários, está o deputado português Duarte Marques, que logo notou o erro e ressaltou a ironia da situação.

— Repara que dizem o contrário contra o qual protestam. É genial. Não há ditadura sanitária mas estamos aqui a lutar contra ela — escreveu Marques.

Outros internautas também fizeram piadas com a situação. “Havia manifestantes com uma cópia da Constituição, mas se calhar tinha sido mais útil um prontuário ortográfico”, afirmou Dinis Correia.

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