Não há evidência de fraude e urna eletrônica é segura, afirmam peritos da Polícia Federal

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**ARQUIVO** BRASÍLIA, DF, 19.09.2018: Urna eletrônica sendo lacrada antes de ser enviada para votação no exterior, no galpão do TRE-DF, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**ARQUIVO** BRASÍLIA, DF, 19.09.2018: Urna eletrônica sendo lacrada antes de ser enviada para votação no exterior, no galpão do TRE-DF, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais afirma em nota divulgada nesta quinta-feira (5) que não há até o momento “qualquer evidência de fraudes em eleições brasileiras”.

A manifestação dos peritos ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro insistir em utilizar investigações da Polícia Federal para sustentar a tese sem comprovação sobre fraudes no sistema eleitoral brasileiro.

Na quinta (29), durante live com o presidente, o ministro da Justiça, Anderson Torres, se valeu dos relatórios de peritos federais para corroborar a tese apresentada por Bolsonaro. A live passou a ser investigada pela própria PF no inquérito das fake news.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os peritos participam dos testes de segurança das urnas desde 2016, encontraram falhas e vulnerabilidades nos sistemas e defendem a impressão do voto como forma adicional de auditoria. Entretanto, descartam a ocorrência de fraude.

De acordo com os peritos, as falhas não indicam que “houve, há ou haverᔠfraudes nas eleições e os testes servem para “apontar ajustes e aperfeiçoamentos necessários para a continuidade do curso normal das eleições”.

“Destaca-se que uma eventual comprovação de fraude não estaria restrita unicamente à análise das urnas, mas também de outros elementos probatórios, como transferências de ativos, de mensagens, de imagens, de áudios e de documentos que possam demonstrar o engajamento efetivo de pessoas com a intenção de prejudicar o processo eleitoral”, afirmam os peritos.

Sobre a defesa da impressão do voto, a associação afirma que se trata de uma “opção a mais de auditoria e de aprimoramento do processo eleitoral”, mas que o debate deve ser científico e não deve levar em conta “descontextualizações que objetivem sustentar teorias não comprovadas.”

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