'Não há motivo para pânico', diz Bolsonaro em pronunciamento sobre coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento, transmitido em rede nacional nesta sexta-feira (6), sobre a situação do novo coronavírus no Brasil e no mundo.

"Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção", disse o presidente, em uma fala de cerca de dois minutos transmitida por volta de 20h30 no horário de Brasília.

"O governo federal vem prestando orientações técnicas a todos os Estados por intermédio do Ministério da Saúde. Os demais ministérios uniram esforços e, juntos aos demais poderes, seguirão garantindo o funcionamento das nossas instituições até o retorno à normalidade."

"O Brasil reforçou seu sistema de vigilância em portos, aeroportos e unidades de saúde e foi o primeiro país da América do Sul a lidar com a enfermidade; desde então, transmitimos informações diárias e transparentes a todos os Estados e municípios."

A nível global, o presidente brasileiro afirmou que o mundo vive "um grande desafio" com o surgimento de um vírus novo, "contra o qual não temos imunidade".

No Brasil, até o momento, há 13 casos de infecção confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Eles estão distribuídos nos seguintes Estados: São Paulo (10), Rio de Janeiro (1), Espírito Santo (1) e Bahia (1).

Os pacientes, que não tiveram suas identidades divulgadas, permanecem por, ao menos, 14 dias em quarentena em suas casas — a medida é orientada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo balanço mais recente do ministério, o número de casos suspeitos ainda em investigação subiu para 768.

Na quinta-feira (5), a pasta confirmou que há transmissão local registrada a partir do primeiro caso confirmado no Brasil. Duas pessoas ligadas ao homem de 61 anos — a principal suspeita é de que sejam parentes dele — foram diagnosticadas com a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

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Ainda não há a chamada "transmissão comunitária" — quando o vírus circula no país e não se consegue mais rastrear a origem dos casos —, mas o surgimento dela é "questão de dias", disse em entrevista coletiva o secretário substituto de Vigilância em Saúde do ministério, Julio Henrique Rosa Croda.

Os casos considerados suspeitos são aqueles que envolvem pacientes que estiveram em regiões com risco de transmissão de coronavírus e que tenham apresentado sintomas como febre e algum problema respiratório, como tosse, ao retornar ao Brasil.

O novo coronavírus já chegou a mais de 90 países e a todos os continentes exceto a Antártida. O vírus já infectou mais de 98 mil pessoas e levou cerca de 3,3 mil delas à morte.

A OMS estima que 3,4% dos pacientes morrem por causa da covid-19, a doença causada por este vírus. Este índice foi recentemente revisado para cima pela organização, que antes apontava uma taxa de letalidade de cerca de 2%.

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