'Não há nada que aconteceu entre nós que não possa ser reconciliado', diz Lula sobre Alckmin

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RIO — Após ser ventilada uma possível aliança entre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa ao Planalto no ano que vem, o petista afirmou afirmou que ainda não decidiu quem será o seu vice, mas que tem "extraordinária relação de respeito" com o ex-tucano: "fui presidente enquanto ele era governador. Não há nada que aconteceu entre nós que não possa ser reconciliado".

— Eu disputei as eleições de 2006 com o Alckmin, mas tenho profundo respeito por ele. Mas eu não tô discutindo vice ainda porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir, aí sim eu vou sair a campo pra procurar alguém pra ser vice — escreveu Lula no Twitter.

O ex-presidente usou uma de suas metáforas futebolísticas — marca durante a sua gestão — para explicar a relação entre ele e Alckmin.

— Política é como futebol, você dá uma canelada no cara, ele cai chorando de dor, mas depois que termina o jogo, eles se encontram, se abraçam, vão tomar uma cerveja e discutir o próximo jogo. Política é assim. Nas divergências todo mundo joga bruto porque quer ganhar.

Geraldo Alckmin está de saída do PSDB e disse na sexta-feira (12) que fica "honrado" com a lembrança de seu nome para uma composição com Lula. No entanto, afirmou que a decisão sobre sua candidatura não é para agora.

A união do ex-governador com o petista numa chapa para disputar a eleição presidencial do próximo ano é vista como difícil mas não impossível pela cúpula do PT. Os dois se encontraram duas vezes nos últimos meses e abriram um canal de diálogo.

Pessoas próximas a Lula dizem que não houve convite para a aliança e que as conversas fizeram parte do esforço do petista de criar interlocução com atores comprometidos com a democracia, diante dos ataques às instituições feito pelo presidente Jair Bolsonaro.

Dentro desse movimento, o líder petista também se encontrou nos últimos meses com outras lideranças do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati (CE). Ao contrário do que aconteceu nesses dois casos, a conversa com Alckmin não foi divulgada pela assessoria de Lula em suas redes sociais.

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