Não haverá decretos por armas, haverá decretos para fortalecer a educação, diz Lula

BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, indicou neste domingo que, se for eleito, não deve editar novos decretos com o intuito de fleixibilizar ainda mais o uso de armas no país e, em vez disso, defendeu tomar medidas para fortalecer a educação.

"Não haverá decreto de armas neste país, haverá decreto de livros. Haverá decretos para fortalecer a educação", disse ele, em encontro com trabalhadoras domésticas em São Paulo.

O ex-presidente afirmou que há quem esteja achando bom a liberação da venda de armas, mas disse que os bandidos estariam adquirindo e não precisando mais roubar o armamento da polícia.

"Estão comprando arma nova, zero quilômetro e com desconto e legalizada", disse.

"Tenho 76 anos e nunca tive interesse em ter uma arma, tenho a fé em Deus e no meu comportamento", destacou.

Com a edição de vários decretos flexibilizando as armas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem usado o assunto como uma de suas principais vitrines do governo e também durante sua campanha à reeleição.

Alguns destes decretos editados por ele foram alvos de questionamentos perante o Supremo Tribunal Federal.

TRATAMENTO

No evento com representantes de empregadas domésticas, Lula disse que é preciso se vigiar todo dia para tratar "as pessoas com respeito, com carinho e se está pagando da forma direita". Segundo ele, há quem diga que 1300 reais pode não ser nada, mas para pagar uma empregada é muito.

"Quando eu falo que não quero prejudicar ninguém... A única coisa que eu quero é que o filho da empregada doméstica tenha a mesma oportunidade de disputar a qualquer vaga", afirmou.

(Reportagem de Ricardo Brito)