Não haverá falta no estoque de cloroquina, diz Ministério da Saúde

Daniel Gullino, Leandro Prazeres e Paula Ferreira
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, após apresentar novas orientações para a utilização da cloroquina em pacientes com coronavírus, que não há risco de falta do medicamento, tanto para pacientes com Covid-19 quanto para aqueles que já utilizavam a substância contra a malária.

— Tivemos um outro cuidado, que foi estabelecer se nós tínhamos, dentro dos estoques do Ministério da Saúde e dos estados e municípios, essas medicação em quantitativo suficiente para que nós pudéssemos orientar suas prescrições — explicou a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, em entrevista coletiva.

De acordo com a secretária, o ministério está intensificando a produção da substância dentro no Brasil, ao mesmo tempo em que busca comprar os insumos necessários.

— Estamos fazendo uma orientação responsável, intensificando a produção da substância nos laboratórios que trabalham com o Ministério da Saúde, fazendo contatos internacionais para que a gente possa trazer para o Brasil o princípio ativo da hidroxicloroquina, hoje em falta em todo o mundo e estamos a partir de agora também trabalhando para que o estoque da azitromicina, que é substância que é usada em associação, também possa ser garantido nos estados e municípios

Mayra Pinheiro ressaltou que o medicamento também está garantido para os pacientes de malária, que é sua finalidade original:

— Nós tivemos o cuidado também, dentro das nossas responsabilidades, de provisionar a dispensação, o uso e os estoques da cloroquina para todos aqueles pacientes no país que usam a medicação para tratamento de doenças como a malária.

O estoque disponível no país de medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina aumentou 30% em menos de um mês, de acordo com dados da indústria farmacêutica e do Exército compilados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).