'Não haverá impunidade' em negociações no México, alerta Maduro a Guaidó

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é entrevistado pelo jornalista venezuelano Ernesto Villegas no Palácio Miraflores em Caracas, em 5 de setembro de 2021 (AFP/-)
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, negou neste domingo (5) que as negociações em andamento no México entre seu governo e a oposição se traduzirão em "impunidade", uma advertência a Juan Guaidó e seus aliados.

Representantes de Maduro e da oposição iniciaram uma segunda rodada de discussões no México na sexta-feira, com a mediação da Noruega e o acompanhamento da Rússia e da Holanda, que vai até segunda-feira.

"Nem no México, nem em Marte, aqui não haverá impunidade, aqui deve haver justiça, justiça severa", disse Maduro em uma conversa com um de seus ministros transmitida pela televisão estatal.

“Sonho com o dia em que haja justiça e esses bandidos e criminosos paguem”, acrescentou o presidente, referindo-se a Guaidó, líder da oposição reconhecido como presidente da Venezuela por cerca de cinquenta países, incluindo os Estados Unidos, e seus aliados.

“E eu (sonho) que a Venezuela seja livre e democrática. Veremos esse dia. Por isso estamos nas ruas lutando e buscando um acordo no México”, respondeu o rival.

Guaidó, que Maduro descreveu como um "covarde" e "imbecil", enfrenta vários processos judiciais na Venezuela sem ser detido, embora vários de seus companheiros próximos tenham sido presos.

"Muitos danos foram causados à vida da família venezuelana", disse o presidente chavista, listando sanções, "tentativas de golpe de Estado" e "o sequestro e roubo de mais de 8 bilhões de dólares em contas bancárias" estatais venezuelanas bloqueadas.

Maduro insistiu na principal reivindicação dos governistas à mesa: suspender ou relaxar as sanções lideradas por Washington contra o país sul-americano.

“Quando nos sentamos nessa mesa, entendemos que nos sentamos com o governo dos Estados Unidos (...), são os políticos dependentes dos ditames dos Estados Unidos, tanto em tempos de Donald Trump quanto em tempos de Joe Biden", ressaltou Maduro.

As negociações se desenvolvem de olho nas eleições para governadores e prefeitos de novembro, que contarão com a participação dos principais partidos políticos opositores, quebrando um boicote eleitoral de três anos.

O principal negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, relatou no sábado avanços em prol de "acordos parciais". No entanto, uma fonte da oposição disse à AFP que "nada foi acordado até agora".

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