'Não jogo meu nome no Google para ver o que estão falando sobre mim', diz Diego Fragoso

Gilberto Júnior
Diego Fragoso

Em meio à pandemia de coronavírus e isolado no litoral de São Paulo, o modelo e DJ alagoano Diego Fragoso, de 29 anos, vem discutindo com os parceiros - por telefone - os detalhes do clipe de seu próximo single, "Back home", com lançamento previsto para abril. A ideia é usar um drone para registrar imagens das ruas vazias de Miami. "Será um vídeo diferente, bem minimalista. Não teremos rostos conhecidos, sorrisos e pôr do sol", explica ele. "O som, aliás, é mais conceitual, com graves pesados."

Com a quarentena e medidas para manter as pessoas em casa, Fragoso conta que teve pelo menos 15 shows cancelados, além de duas campanhas. "Até surgiram outras opções como modelo, mas ainda não bateram o martelo. Provavelmente, devem ser remarcadas. E eu não cogito ficar trancado num estúdio com um monte de gente... Não nesse momento", comenta o alagoano, afirmando que sua atenção está toda voltada para a música. "Gosto de tocar as pessoas, vê-las dançando na pista."

A moda, ele conta, não está definitivamente em segundo plano. Dia desses mesmo, Fragoso esteve no México fotografando ao lado da top sul-africana Candice Swanepoel, uma das angels da Victoria's Secret e ícone da indústria. "Não conhecia nada sobre esse mundo. Mas queria viajar o mundo, ter novas experiências e ainda ganhar para isso. Larguei a faculdade de Direito para viver essa história", relembra Fragoso, descoberto em Alagoas aos 17 anos. Antes de virar DJ requisitado, trabalhou para grifes como Calvin Klein, Dolce & Gabbana, Vivienne Westwood, Giorgio Armani e Givenchy. "Hoje, o ritmo realmente está lento. Faço coisas específicas e fujo de castings, que nunca gostei de me submeter. Perdi dinheiro, inclusive, por isso. Mas essa é minha personalidade."

Além da moda e da música, o rapaz, casado e pai de dois filhos, tem tino para os negócios. Abrirá em breve um café em Maceió, que ganhará num futuro não tão distante uma filial na capital paulista, onde o rapaz mora. "Sempre quis ser empresário e me sentir importante", diverte-se ele, que não sabe ao certo quantas tatuagens (uma de suas marcas registradas) tem pelo corpo. "Fiz o primeiro desenho aos 15. Devo ter umas 40... Meu lado direito está quase todo fechado."

Astro do universo fashion, DJ requisitado e influenciador digital, Fragoso tira de letra os boatos que costumam acompanhar figuras pop como ele. Nas redes sociais, ele já foi apontado como namorado do ator Reynaldo Gianecchini (protagonista do clipe da música "The edge is on the sun", do alagoano, é claro), de quem é amigo. "As pessoas não conseguem entender o que é amizade. É uma loucura", observa. "Mas não acompanho esse tipo de notícia, não jogo meu nome no Google para ver o que estão falando de mim. Não fico aborrecido mesmo com essa história. Levo até na brincadeira. Ligo para o Giane e digo: 'E aí, meu bofe?'. O único ponto que me deixa chateado é acharem que surgi ontem e quero ganhar espaço em cima dele. Estou na moda há tanto tempo e agora na música.”

É a deixar para Fragoso voltar para a quarentena: “Para comer e dormir”.