'Não posso continuar aqui', diz funcionário de Trump ao renunciar

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(Arquivo) O então diretor de Orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney, em 15 de janeiro de 2020

Mick Mulvaney, o ex-chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (7) sua renúncia de um cargo diplomático em protesto contra a invasão do Capitólio por partidários de Trump.

"Não posso ficar aqui depois de ontem. Você não pode olhar para ontem e pensar: quero fazer parte disso de alguma forma", disse ele à emissora CNBC.

Mulvaney, que passou de chefe de gabinete a enviado especial na Irlanda do Norte, disse que comunicou sua renúncia ao secretário de Estado Mike Pompeo.

"Não posso fazer isso, não posso ficar aqui", disse ele, indicando que outros funcionários da Casa Branca estão considerando renunciar.

"Aqueles que optaram por continuar, e eu falei com muitos deles, fazem isso, porque estão preocupados que ponham alguém pior", disse.

Milhares de partidários de Trump invadiram o Congresso e interromperam o procedimento para confirmar o democrata Joe Biden como o vencedor da eleição presidencial de novembro.

Após os distúrbios, não condenados por Trump, o vice-conselheiro de Segurança Nacional Matt Pottinger renunciou.

Stephanie Grisham, ex-secretária de Imprensa da Casa Branca e porta-voz da primeira-dama, Melania Trump, também deixou o cargo.

Os meios de comunicação indicaram que Marc Short, chefe de gabinete do vice-presidente Mike Pence, foi impedido de entrar na Casa Branca, aparentemente em retaliação por Pence ter ignorado o pedido de Trump de bloquear a certificação de Biden.

A indignação em Washington com os confrontos de ontem alimenta a especulação de que outros funcionários de alto escalão do governo Trump vão renunciar.

Biden assume a Presidência em 20 de janeiro.

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