Não precisa pintar, que ele já nasceu verde: você conhece o 'ovo vegetal'?

O Globo
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Há quem o chame de ovo. Ovo vegetal. Ovo vegano. Ele não veio da galinha, não tem casca, nem clara, nem gema. É o N.Ovo, um curioso produto que vem dentro duma caixinha de papelão semelhante à dos dos ovos de origem animal expostos nas gôndolas de mercado e é a aposta do Grupo Mantiqueira - pioneira no Brasil em ovos based-plant - para "fazer as vezes" do segundo alimento mais rico no planeta em nutrientes, depois do leite materno: o ovo.

Substituto de ovos para receitas em geral, além de ovos mexidos e maioneses, o N.Ovo tem sua base em um preparado com ervilhas, amido e fermentos. Nada de fazer galinha sofrer, ótimo para veganos, intolerantes e alérgicos, não quebra no transporte, não dá mau cheiro e ainda tem validade de dez meses. Ah, e é ótimo no quesito sustentabilidade, assunto em alta entre os consumidores mais conscientes. O Grupo Mantiqueira, aliás, vem investindo neste setor, comercializando ovos orgânicos, assegurando-se de que seus produtos são oriundos de galinhas criadas livremente nas granjas e, agora, ampliando seu leque de food tech, como os produtos de origem vegetal.

- A dieta rica em plantas é uma resposta para grandes dilemas globais, da erradicação da fome do planeta à saúde humana. Afinal, boa parte destas doenças pandêmicas que vemos por aí veio a partir da transmissão por algum animal. Entendemos que ter produtos à base de vegetais não é investir apenas em um mercado de nicho. O N.ovo não é um produto somente para veganos, mas também para quem come carne e quer reduzir seu consumo, os flexitarianos, por entender os impactos que este consumo em excesso causa ao ambiente. A procura por produtos based-plant é cada vez maior, nosso público está cada vez mais informado - diz a empresária Amanda Pinto, idealizadora do N.Ovo e que, pelo produto, entrou na lista Forbes Under 30 e conquistou o título de "A inventora do ano" da revista MIT Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Pesquisa recente do Ibope mostra que 59% de 2 mil entrevistados em todo Brasil afirmaram que, no último ano, comeram alternativas vegetais para carne, leite e ovo ao menos uma vez por semana. Uma tendência? Talvez estejamos falando da alimentação do futuro.