Não se negocia a democracia, diz Pacheco após reunião com governadores

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BRASÍLIA — A poucos dias das manifestações de 7 de setembro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), reforçou nesta quinta-feira que a democracia é inegociável. Pacheco falou sobre o assunto após reunião com governadores, que demonstraram preocupação com os atos da próxima semana, a alta nos preços dos produtos e a manutenção das ações de enfrentamento à Covid-19 no país.

— Não há melhor ambiente do que a democracia. Essa manifestação dos governadores, sem fulanizar, sem especificar, sem agredir, mas preservando sempre esse conceito importante da nação, que é a conservação do Estado Democrático de Direito, é muito bem recebida pelo Congresso Nacional e é importante que todods nós estejamos unidos — disse Pacheco, em entrevista coletiva.

E acrescentou:

— Há um aspecto que é para todos nós inegociável. Não se negocia a democracia, democracia é uma realidade, o Estado de Direito é uma realidade. A sociedade já assimilou esses conceitos e valores nacionais, de modo que estaremos todos unidos nesse propósito.

Depois do encontro, Pacheco fez um pronunciamento ao lado dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do Pará, Hélder Barbalho. Também estiveram presentes Romeu Zema (Minas Gerais), Renato Casagrande (MS) e Wellington Dias (PI).

Ibaneis disse que a preocupação entre os governadores com o "esgaçamento das instituições" é unânime, ressaltando que a crise política possui efeito direto na economia:

— Precisamos distensionar esse país, porque nós temos um reflexo muito ruim, tanto na economia, no encarecimento dos preços dos produtos, e por isso tudo a gente busca dissipar esse ambiente, trazendo para a serenidade da política esse Estado Democrático de Direito.

De acordo com Pacheco, ficou acordado entre os presentes que haverá um esforço pela busca de soluções para a alta dos preços.

— Há uma intenção enorme dos governadores e essa intenção também é do Senado de encontrarmos soluções e alternativas para conter esse aumento muito considerável de itens. Definimos até os itens: alimentos, energia e combutíveis. São itens que sacrificam a população brasileira. Há uma perda considerável de poder de compra do brasileiro. Vamos estudar todos os mecanismos possíveis, alinhados com o Ministério da Economia, que deve ser protagonista disso — disse Pacheco.

Além disso, os governadores também com o presidente do Senado trataram de pautas que tramitam no Congresso, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e a Reforma do Imposto de Renda. Eles também ressaltaram que este mês diversos contratos envolvendo a campanha de vacinação precisam ser renovados e precisam de atenção especial.

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