'Não sejam otários. Não comprem ingressos', diz Paes sobre festas clandestinas no Carnaval

Luiz Ernesto Magalhães e Gisele Barros
·2 minuto de leitura

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ressaltou na manhã desta sexta-feira que a prefeitura vai reforçar a fiscalização de festa e aglomerações clandestinas que venham a ser realizadas na cidade, principalmente durante o Carnaval. Pela terceira semana seguida, todas as 33 regiões administrativas do município estão em risco alto para a Covid-19.

— Nós fazemos mais uma vez o apelo. Desculpe o termo, mas não sejam otários de dar dinheiro para quem não vai entregar o produto que está vendendo. Vamos fiscalizar. Não comprem ingressos. Vocês têm possibilidade enorme de perder o dinheiro. Estamos monitorando as redes sociais e os sites conhecidos por vender ingressos. É um esforço. Todos estamos tristes de não pular o Carnaval. Eu pessoalmente — ressaltou Paes.

Paes citou ainda o fato de a capital ter se tornado o município com mais óbitos confirmados pela doença no país, ultrapassando a vizinha, São Paulo, que tem o dobro da população carioca. Sem citar o ex-prefeito, Marcelo Crivella, Paes afirmou que já havia denunciado esses números e que a estatística é reflexo da gestão anterior.

— É verdade que superamos São Paulo. Um absurdo que eu estou denunciando desde o ano passado. Mostra o fracasso da operação usada até janeiro deste ano, principalmente de quem procurava a rede pública de saúde — disse Paes.

Apesar da manutenção no índice de risco para a doença, o prefeito disse que não pretende restringir mais as regras na cidade. Para ele, a situação está melhorando, com a queda na curva de óbitos e casos.

— A situação está melhorando na cidade. Não podemos perder essa oportunidade. Vacinando as pessoas mais velhas, tendo a curva móvel em queda, assim como óbitos e internações. O que queremos em breve é aumentar a flexibilização — afirmou.

Paes disse que com a chegada de novas doses de imunizantes contra o coronavírus, espera vacinar todos os idosos acima de 60 anos até o fim de março. E prefeito espera, assim, reduzir drasticamente o número do óbitos na cidade.

— Vamos manter a lógica de vacinar as pessoas mais velhas. Se Deus quiser, e a vacina chegar, vamos concluir as pessoas com 60 anos ou mais até o mês de março. Soubemos da circulação de um calendário fake. Por favor, se utilizem de órgãos de impresa sérios, das redes sociais e sites oficiais da prefeitura do Rio. Ali é que temos as informações corretas — ressaltou.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a capital já atingiu o patamar de 2,3% da população vacinada, percentual maior que o estado.

— Antecipações do calendário vão depender da chegada de mais vacinas para mantermos ou aceleramos o processo. Mas já demonstramos capacidade de acelerar a vacinação — afirmou Soranz.