'Não sou médico, mas sou ousado', diz Bolsonaro ao defender cloroquina em PE

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Brazil's President Jair Bolsonaro holds a box of chloroquine outside of the Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil, July 23, 2020.REUTERS/Adriano Machado     TPX IMAGES OF THE DAY
Presidente Jair Bolsonaro segura uma caixa de hidroxicloroquina em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento precoce do novo coronavírus nesta quinta-feira, apesar de não haver comprovação da eficácia do remédio. Segundo o presidente, ele não é médico, mas é "ousado", como o "cabra da peste nordestino".

A declaração foi dada em cerimônia de inauguração da adutora do Pajeú, em São José do Egito (PE).

“Deus foi tão abençoado que nos deu a hidroxicloroquina para quem se acometer da doença. Quem não acreditou, engula agora. Eu não sou médico, mas sou ousado, como o cabra da peste nordestino. Nós temos que buscar uma solução para os nossos problemas, e ela apareceu”, disse.

O presidente também fez críticas ao isolamento social, adotado por estados e municípios, para conter a Covid-19. Segundo Bolsonaro, era preciso zelar pelas pessoas com comorbidades, mas deixar o restante da população trabalhar.

“Alguns políticos fecharam tudo durante a pandemia. Eu sempre falei: não tem que fechar nada, não tem que prender ninguém dentro de casa”, disse.

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Bolsonaro foi a Pernambuco na manhã de hoje acompanhado dos ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança-Institucional; Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

A ida a São José do Egito faz parte de uma série de viagens que o presidente tem feito nas últimas semanas, para inaugurar obras. No mês passado, visitou também a Paraíba, Bahia e Mato Grosso.

Durante a cerimônia, Bezerra disse que o Renda Cidadã, programa que o governo quer criar para substituir o Bolsa Família, será o "maior programa de solidariedade social da história desse país".

A declaração ocorre em um momento de impasse sobre o financiamento do Renda Cidadã, após a proposta do governo de usar precatórios e recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) ser duramente criticado por especialistas e pelo mercado.

Diante da reação, o Palácio do Planalto já estuda fazer ajustes e descartar o uso de recursos dos precatórios como fonte de financiamento. Há indícios também de que o Fundeb deixará de ser uma opção. Novas alternativas estão em estudo pela equipe econômica, que busca algo “mais suave e palatável” para o mercado, segundo interlocutores.

do Extra

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