Número de casos de Covid-19 passa de 7,5 milhões no Brasil, diz boletim

Bruno Alfano
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RIO — O Brasil registrou nesta segunda-feira 495 mortes e 25.490 casos de Covid-19 neste sábado, elevando para 191.641 o número vidas perdidas para o novo coronavírus e 7.506.890 o total de pessoas infectadas no país.

A média móvel foi de 617 óbitos, o que demonstra tendência de estabilidade. Faz dez meses desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado em território brasilieiro.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Veja os dez dias com maior registro de óbitos por Covid-19 no Brasil em 24 horas:

29/07 - 1.554 mortes04/06 - 1.470 mortes04/08 - 1.394 mortes18/08 - 1.365 mortes23/06 - 1.364 mortes21/07 - 1.346 mortes14/07 - 1.341 mortes16/06 - 1.338 mortes05/08 - 1.322 mortes23/07 - 1.317 mortes

Com estes dados é possível observar que os meses de junho, julho e agosto concentraram os dias mais letais da pandemia no Brasil.

Veja os dez dias com maior registro de casos de Covid-19 no Brasil em 24 horas:

29/07 - 70.869 casos17/12 - 68.832 casos16/12 - 68.437 casos22/07 - 65.339 casos13/08 - 59.147 casos30/07 - 58.271 casos24/07 - 58.249 casos12/08 - 58.081 casos23/07 - 58.080 casos24/12 - 57.753 casos

O pico de infecções ocorreu basicamente em julho e agosto, no entanto três dias do mês de dezembro já aparecem entre os com mais diagnósticos positivos confirmados.

Lei que prevê 72 horas para Anvisa decidir sobre vacina perde validade dia 31

A legislação que determina prazo de 72 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise a autorização de vacina contra Covid-19 cujo registro já tenha sido emitido por uma autoridade sanitária do exterior perderá a validade no dia 31 de dezembro. A avaliação da Anvisa com base na autorização de agências externas pode voltar a ter novo prazo a partir de fevereiro, caso o Senado mantenha um texto aprovado pela Câmara neste mês.

A lei aprovada no Congresso é um dos principais instrumentos utilizados por autoridades para pressionar a Anvisa a acelerar o registro de vacinas, e já foi evocada diversas vezes por governadores dos estados nas discussões sobre a aprovação do imunizante no país. Com a politização da vacina devido à disputa entre o governo federal e o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), a regra passou a ser vista como uma ferramenta para obter o registro da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, caso a permissão não fosse concedida pela Anvisa com celeridade.

Sequelas psicóticas

Quase imediatamente, o psiquiatra Hisam Goueli percebeu que a paciente que veio ao seu hospital psiquiátrico em Long Island, nos Estados Unidos, neste verão era incomum.

A paciente, uma fisioterapeuta de 42 anos de idade e mãe de quatro filhos pequenos, nunca havia tido sintomas psiquiátricos ou qualquer histórico familiar de doença mental. No entanto, lá estava ela, no Hospital South Oaks em Amityville, em Nova York, soluçando e dizendo que via seus filhos, com idades entre 2 e 10 anos, sendo horrivelmente assassinados, e que ela mesma havia traçado planos para matá-los. “Era como se ela estivesse assistindo a um filme, como ‘Kill Bill’”, disse o psiquiatra.

A única coisa notável em seu histórico médico é que a mulher, que não quis ser entrevistada, mas permitiu que o Goueli descrevesse seu caso, havia se infectado com o novo coronavírus na primavera. Ela tinha experimentado apenas sintomas físicos leves do vírus, mas, meses depois, ouviu uma voz que primeiro lhe disse para se matar e depois para matar seus filhos.

Em South Oaks, que tem um programa de tratamento psiquiátrico para pacientes internados com Covid-19, Goueli não tinha certeza se o coronavírus estava relacionado aos sintomas psicológicos da mulher. “Talvez isso seja relacionado à Covid, talvez não”, ele lembra de ter pensado. “Mas então”, disse, “vimos um segundo caso, um terceiro caso e um quarto caso, e pensamos: 'Há algo acontecendo'”.

Na verdade, os médicos estão relatando casos semelhantes em todo o país e em todo o mundo. Um pequeno número de pacientes Covid que nunca tiveram problemas de saúde mental está desenvolvendo sintomas psicóticos graves semanas após contrair o coronavírus.

Espanha terá registro quem se recusar a tomar vacinar

A Espanha anunciou que fará um cadastro de pessoas que se recusam a ser vacinadas contra a Covid-19 e o compartilhará com outros países da União Europeia. A informação foi dada nesta seegunda-feira pelo o ministro da Saúde, Salvador Illa. Os dados desses cidadãos ficarão sob sigilo.

Em entrevista ao canal de TV espanhol "La Sexta", Salvador Illa reiterou que os espanhóis não serão obrigados a se vacinarem contra a Covid-19. No entanto, para os que optarem por não receber a vacina, “o que se vai fazer é um registo que, além disso, vai ser partilhado com outros parceiros europeus (...), com aquelas pessoas a quem (a vacina) foi oferecida e simplesmente rejeitada", explicou.

— O documento não será tornado público e tudo será feito com o maior respeito pela proteção de dados — disse ainda.

De acordo com pesquisa recente do governo espanhol, 28% dos habitantes do país são contrários à vacinação imediata, ao passo que 40,5% se dispõem a fazê-lo agora e 16,2% pretendem se vacinar se o imunizante "oferecer garantias" e for "confiável".