Número dois da Saúde pede que população faça suas máscaras

André de Souza, Renata Mariz e Leandro Prazeres
Mulher usa máscara na cidade de São Paulo (Miguel Schincariol/Getty Images)

BRASÍLIA - O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, fez um apelo para que a população use a criatividade e faça suas próprias máscaras. O objetivo é garantir que as produzidas pela indústria e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sejam canalizadas para os profissionais de saúde, neste momento de enfrentamento ao novo coronavírus, que já matou 46 pessoas no Brasil. Ele afirmou que a pasta "não faz mágica".

— A máscara, para a população, para as pessoas que querem, porque estão sintomáticas, impedir contaminar outras pessoas, é uma barreira física. Faz com pano. Quem não tem outra alternativa, faz com pano. Pega um tecido, coloca um elástico. É uma barreira física para que não haja, ao falar, ao tossir, ao espirrar, a disseminação de gotículas que possam contaminar outras pessoas. Vamos deixar as máscaras que têm registro, que são aprovadas pela Anvisa para serem utilizadas pelos hospitais, pelos profissionais da área da saúde — disse Gabbardo, que é o número dois da pasta.

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Ele citou o caso de um hospital no Distrito Federal que está produzindo suas próprias máscaras a partir do tecido próprio para isso. Também mencionou o anúncio do governo de São Paulo, que vai usar a força de trabalho dos presidiários para fabricar o produto. Gabbardo disse ainda que, neste momento, a quantidade de máscaras em todo o mundo é insuficiente.

— Não esperem que o governo vai ter condições de colocar todas máscaras que precisamos. Não vamos conseguir. As pessoas vão ter que ter criatividade. Se não tem outra alternativa, faça uma máscara em casa — disse o secretário-executivo.

— O Ministério vai fazer o que é possível. Comprar tudo o que nós temos, toda a produção nacional, apreender os que exportarem máscaras. O ministério vai tentar comprar o máximo no mundo, onde tiver. Agora, o Ministério da Saúde não faz mágica. Pode disponibilizar tudo que for possível. As outras alternativas eu mencionei: criatividade.

Ele voltou a dizer que a exportação do produto está proibida:

— Ontem por exemplo apreendemos 5 milhões de máscaras em Santa Catarina que estavam sendo exportadas. Entre ontem e amanhã nós vamos fazer 71 apreensões com apoio da Receita Federal de produtos que não podem mais ser exportados: equipamentos de proteção individual, respiradores, monitores — disse o secretário-executivo.

Segundo Gabbardo, o Ministério da Saúde já mandou para os estados 20% das máscaras que conseguiu comprar até o momento. Os outros 80% serão enviados de acordo com a necessidade. Ele também explicou que houve atraso no envio de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, para alguns estados do Norte e Nordeste por causa de atraso e cancelamento de voos. Assim, foram enviados por rodovias e ainda estão a caminho. Para evitar a repetição do problema, o Ministério da Saúde pedirá ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) na segunda remessa.

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