Número de homicídios em Nova York registra queda histórica em 50 anos

O número de homicídios em Nova York atingirá este ano seu nível mais baixo em meio século, desde 1963, quando começaram a coletar dados sobre assassinatos, informou nesta sexta-feira o prefeito da cidade, Michael Bloomberg.

O nível mínimo histórico anual de homicídios era 2009, informou nesta sexta-feira o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, em um ato da polícia nova-iorquina.

Nova York registrava 414 homicídios até 28 de dezembro de 2012 e se transformará, dentro de alguns dias, no ano com menos assassinatos na cidade, após a redução do número de 471 assassinatos registrados em 2009, que era o mínimo até agora.

"Está bastante claro que vamos bater esse recorde e vamos fazer isso com folga", disse Bloomberg em um ato da polícia nova-iorquina.

Em 2011 a cidade registrou 515 assassinatos. Um ano antes foram 536.

"Os homicídios caíram este ano 19% em relação ao ano passado. Caíram 35% comparado com 11 anos atrás, quando começou nossa administração", acrescentou o prefeito.

Em 1963, quando começaram a realizar estatísticas completas do crime, Nova York tinha registrado 548 assassinatos.

A partir daí o número teve um aumento constante até atingir um teto de 2.245 homicídios em 1990, uma média de seis por dia.

A cidade começou a registrar uma forte redução a partir de 1994, com a chegada à prefeitura de Rudolph Giuliani e seu sistema de "tolerância zero".

Dos 1.946 homicídios registrados em 1993, o número passou a 1.561 no ano seguinte e a 1.177 em 1995. No final do mandato de Giuliani, em 2001, foram contabilizados 649 assassinatos.

A taxa de homicídio mais baixa para uma grande cidade nos EUA

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Com a queda observada em 2012, a taxa de homicídios em Nova York é de 3,8 por 100.000 habitantes, de longe a mais baixa para uma grande cidade norte-americana, segundo a prefeitura.

Segundo seus dados, se Nova York tivesse a mesma taxa de homicídios que Chicago (norte) registraria mais de 1.400 assassinatos anuais, o triplo da cifra atual.

Chicago, com uma população de 2,7 milhões de pessoas, contra 8,2 milhões de Nova York, acaba de alcançar os 500 homicídios pela primeira vez desde 2008, quando houve 512 assassinatos. No ano passado, foram 435 homicídios.

Se a comparação fosse feita com Detroit (norte), uma das cidades mais violentas do país, Nova York deveria registrar 4.400 assassinatos anuais, ou seja, mais de dez vezes o número atual.

Bloomberg destacou, além disso, a queda no número de tiroteios na cidade, que também atingirá um nível histórico, já que até esta sexta-feira foram registrados 1.353 incidentes deste tipo, bem abaixo dos 1.420 de 2009, ano com a cifra mais baixa até agora.

Os tiroteios caíram até o momento 8,5% em 2012 em relação ao ano passado e 14,5% em relação a 2001, segundo dados da prefeitura.

Em meio à polêmica pelo porte de armas nos Estados Unidos após a matança da escola primária de Newtown, no dia 20 de dezembro, quando um jovem matou 20 crianças e seis adultos, além de sua mãe, o chefe da polícia nova-iorquina, Raymond Kelly, informou que, na cidade, "são apreendidas anualmente cerca de 8.000 armas, das quais 800 eram ilegais".

Na semana passada, Bloomberg informou que o índice de encarceramento em Nova York caiu 32% em dez anos, o contrário do resto dos Estados Unidos, onde aumentou 5%.

"Desde 2001, os crimes graves na cidade Nova York foram reduzidos em 32%, uma queda mais pronunciada que no restante do país. Durante este período, o índice de encarceramento também caiu 32%", indicou a prefeitura em um comunicado.

"Em uma tendência oposta, o índice de prisão no resto do país aumentou 5%", acrescentou.

Segundo as cifras da prefeitura, em 2011 a taxa de prisão foi 27% mais baixa do que no resto dos Estados Unidos.

Em números, Nova York tinha no ano passado 474 detidos para cada 100.000 habitantes, frente a uma média nacional de 650 detidos para cada 100.000 pessoas.

A explicação para estas cifras é, segundo a prefeitura, as táticas efetivas da polícia para prevenir o crime e a expansão dos programas sociais em termos de justiça.

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