Número de mortos em ataque russo em Dnipro continua a aumentar

Continua a aumentar o número de vítimas mortais resultantes de um ataque russo a um edifício residencial em Dnipro, no leste da Ucrânia.

Já se removeram mais de 40 corpos dos escombros, mas ainda há dezenas de desaparecidos.

As vítimas foram surpreendidas por fogo russo no sábado, naquele que é considerado um dos piores ataques desde o início da guerra.

O primeiro-ministro da Suécia, país que assumiu a presidência rotativa da União Europeia, não poupou críticas.

"Civis inocentes, incluindo crianças, perderam as vidas ou foram feridos neste terrível ataque. Por isso, deixem-me ser muito claro: os ataques intencionais contra civis são crimes de guerra. Os culpados por crimes de guerra serão responsabilizados", sublinhou Ulf Kristersson.

Moscovo nega a responsabilidade pelo ataque e diz que é tudo resultado da defesa da ameaça ucraniana.

"As Forças Armadas russas não atacam edifícios residenciais ou instalações de infraestrutura social. Atingem alvos militares óbvios ou camuflados", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Enquanto o exército ucraniano aguarda a chegada de novos tanques ocidentais e de veículos blindados, o inimigo mostra vídeos das ruínas de Soledar.

O exército russo e o grupo paramilitar Wagner dizem ter tomado a cidade. A Ucrânia, por outro lado, garante que os combates persistem no terreno.